65

35.6K 2.4K 304
                                        

Mariana

Vilão: Qual foi? Tá com essa cara aí por quê? - a voz dele soou baixa no meu ouvido e eu senti a mão dele na minha cintura.

Me virei de frente pra ele me encostando na grade de proteção e entrelacei minhas mãos em seu pescoço.

Vilão: Tá viajando aí pô, maior cara fechada desde a hora que chegou, tá querendo meter o pé? - falou sério.

Mariana: Não, tava só com alguns problemas na mente, tenho que resolver algumas coisas, ainda tem o meu pai... - ele arqueou a sobrancelha em menção de deboche me fazendo rir fraco - é só problemas demais.

Vilão: Já é então, mas se tu quiser meter o pé, me avisa - balancei a cabeça concordando.

A verdade é que eu só estava com o que a dona Marlene disse rodando na minha mente. O dia todo eu bati cabeça com isso.

Ela falou com tanta convicção, e eu sei que ela mais do que ninguém conviveu e sabe tudo sobre ele.

Talvez ela realmente esteja tentando me alertar e eu estou querendo pagar pra ver. Mas sei lá, tá tudo tão confuso que eu não sei mais em quem acreditar.

De um lado eu tenho o Ítalo, que desde o início em que começamos a ficar ele vem mudando bastante e me mostrando ser um pessoa totalmente diferente do que um dia eu imaginei.

Mas do outro, tem a avó dele, quem criou ele até os seus dezessete anos e sabe de muita coisa dele.

Por um lado ela realmente tem razão, o Vilão é muito descontrolado. Nisso ela não mentiu.

E ele tem os problemas dele, mas comigo, ultimamente, ele vem sendo uma pessoa incrível.

Vilão me mostrou um lado bom dele que eu nunca imaginei que ele estivesse. Porque na boca de muita gente do morro ele é um cara horrível. Até eu tinha essa visão dele antes de ter algum contato com ele. E eu não conheço o Vilão cem por cento, mas eu falo pelo pouco que eu sei dele.

É só que eu realmente fiquei com isso na mente. E por mais que eu não queira pensar nisso, eu espero mesmo que o Vilão não brinque comigo, ou me machuque de alguma forma...

Mariana: Passou o teu enjoou? - perguntei a Pamella que balançou a cabeça negando.

Any: Pamella tá é prenha, vai vendo. - surgiu do nada do ao nosso lado e eu ri.

Pamella: Credo, vira essa tua boca pra lá, infeliz, eu hein. - falou rápido e nós rimos.

Any: Garota, se manca. Você passou o dia todo sentindo enjoou, até do meu perfume você reclamou. Você tá é com um mini 2N na tua barriga e tá pagando de louca.

Pamella: Para de colocar paranóia na minha cabeça, Any!

Any: Eu colocando paranóia na tua cabeça? Meu bem, quem colocou algo em você foi o 2N, não eu.

Mariana: Colocou tanto que daqui nove meses tu vai ver saindo de você.

Cai na risada quando ela começou a xingar a gente, Any provocou ela mais ainda e isso fez com que ela saísse de perto da gente reclamando.

Any: Se ela não estiver grávida mais ninguém tá - apontou e eu ri.

As horas foram se passando e até que estava tudo tranquilo. A Vitrinni estava lotada, os meninos fecharam dois camarotes, tinha vários garotos que eu já vi lá no morro, mas alguns era a primeira vez que eu os via. E como sempre, tinha mais mulheres do que homens ali.

No palco o Orochi já tinha cantado e agora quem estava lá era o Tz da Coronel.

Vilão parou ao meu lado segurando um copo e eu peguei o mesmo da sua mão, dando um gole e sentindo o gosto do licor 43

Acho que era o efeito da bebida, ou sei lá o quê, mas hoje nós estávamos mais grudados. Eu encostada na grande de novo e ele de frente pra mim segurando a minha cintura e a outra ele segurou colocou entre os meus cabelos puxando devagar só pra me perturbar.

Vilão: "Me diz que mal tem, nós dois depois do baile, fodendo à beça. Sarra na peça eu sei que tu gosta, neném..." - cantou baixo me olhando e eu só prestei atenção na boca dele.

Puxei o rosto dele pra perto do meu, Vilão me encarou rindo e me beijou.

Só nos separamos em busca de ar, abracei ele, encostei a minha cabeça em seu peito e fiquei curtindo o show enquanto ele dava um de cantor, o que me fazia dar risada.

Mente de Vilão Onde histórias criam vida. Descubra agora