CAPÍTULO VINTE
A busca por respostas.
★ ★ ★
Eddie havia terminado de anotar em seu diário, não tem escrito tanto ultimamente, afinal seus dias parecem todos os mesmos, apenas escrevia para manter a contagem mesmo, e nem ele mesmo sabe pra quê. Já estava passando da metade, e seu único conforto era aquele diário, ele lia e relia se dando conta de todas as coisas que passou, e do quanto sua perspectiva mudou também.
Se deu conta de que não estava mais angustiado por saber que não voltaria mais para casa, bem, é o que parece, Drácula nunca disse isso, e ele pode sim sair dali a hora que quiser, no entanto escolheu ficar, e às vezes se sentia culpado por isso, principalmente por não estar mais sentindo tanta falta assim de Munique, talvez já tenha se acostumado ali, e isso serviu de anestesia para a saudade.
A porta bateu, olhou na direção dela e aqueles dois toques já eram bem conhecidos, no entanto ainda estava chateado, até demais, e não queria falar com Drácula agora, mas ela bateu novamente, e sabia que não era bom ignorá-lo, por isso levantou-se e atendeu, não fazendo questão alguma de esconder o mal humor em sua feição.
— Bom dia... Como você está?
— Vivo.
Respondeu ácido, o mesmo engoliu o seco e umedeceu os lábios, houve uma prévia de silêncio, até ele questionar:
— Posso entrar?
Eddie afastou-se dando passagem, em seguida o olhou de cima a baixo, respondendo com um timbre meio rude:
— A casa é sua, você entra aonde quiser.
Com isso, lhe deu as costas e caminhou até a lareira para terminar de acendê-la. Richie olhou para cima, suspirando calmamente, adentrou o quarto, e um silêncio considerável se instalou no ambiente, deixando tudo ainda mais desconfortável, queria começar a falar, mas não sabia por onde começar, e isso estava lhe deixando mais inquieto ainda, sabia que Eddie não diria nada também, sua cara de poucos amigos já denunciava seu aborrecimento.
— Eu... — Começou a dizer, levando as mãos até o bolso, Eddie ainda estava de costas para si — Eu só vim dizer que aquilo não vai acontecer novamente, okay? E que não precisa se preocupar, reforcei a segurança do castelo. — Limpou a garganta. — Não há mais nenhum perigo, as gárgulas não saem atacando de repente, elas fazem isso quando sentem algum tipo de ameaça próxima, ou...
Deu-se conta do que ia dizer, calando imediatamente.
— “Ou…” o quê? Insinua que sou uma ameaça a você e seu castelo? Por isso fui atacado? – Sua voz soou ainda mais irritada.
— Não! De forma alguma.
— Então por que ela me atacou?
— Essa pergunta não terei como responder no momento, sinto muito, apenas quero que saiba que nada de mal vai lhe acontecer daqui em diante, não precisa mais ter medo, e nem ficar agindo dessa forma...
— Agindo dessa forma? Que forma, Conde? — Virou-se bruscamente — Da forma que qualquer pessoa agiria se tivesse escapado por muito pouco das garras de um monstro terrível e nojento, que queria me destroçar?! — Richie franziu o cenho. — Como acha que deveria agir, então? Porque me desculpe mas, onde você estava mesmo?
Richie desviou o olhar, Eddie cruzou os braços enquanto parou bem na frente dele, o fato dele estar agindo de forma tão estranha, só aumentava ainda mais sua raiva, afinal de contas, o que diabos ele estava escondendo?
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DRACULA
Vampiro"Sínico, atraente, e temível. Creio que, essas sejam as definições perfeitas para aquele que é conhecido formalmente como: 'Conde Drácula', do qual não se trata de um Conde como outro qualquer, mas sim; de um ser sobrenatural que foge completamente...
