| Capítulo II|

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Estou com a cabeça deitada sobre a carteira enquanto escuto o professor dando-nos boas vindas ao novo ano lectivo. Ele fala tanta coisa, fala sobre si e do quão é rígido. Os meus colegas, os quais conheço bem por ter estudado comigo durante dois anos, fazem gracinha não levando a sério nenhuma das palavras proferidas por ele.

— Olá. — encaro a garota de pele negra, olhos castanhos, bem arrumadinho e de dreadlock cumpridas amaradas num coque. — Posso me sentar consigo ou está ocupado?

— Não está! Pode se sentar.— ela sorri e se senta, ela é a única garota aqui que eu não conheço. Ela é linda, e parece bastante confiante.

— Obrigada. Eu sou a Linêsia e você?

— Mahatma.— assim que tive de dar espaço para ela sentar. Estou apoiando minha cabeça com o queixo, encostada na parede. Essas é a segunda semana de aulas, e estou na primeira fileira da última carteira.

— Mahatma Gandhi — sorri com os olhos brilhantes.

— Não, Mahatma Pines!— dou meio sorriso, só para não parecer grossa. Já que as pessoas dizem que sou rude nas respostas.— Qual é seu sobrenome?

— McLaren.

Dou um riso sarcástico, já que ela riu dou meu nome.

— Grande sobrenome, McLaren!— debochei. Ela riu, não se afetando.

— Você é má.

— Dizem isso.

— Senhoritas, estão tendo alguma conversa que é mais interessante que a minha aula.— o professor chamou nossa atenção revoltam. Ficamos quietas e olhamos para o quadro.

É. Eu gostei dessa garota.

— Vossos nomes não constam da lista senhoritas.— essa era a segunda vez que um professor dizia para mim, e mais três garotas das quais uma é a McLaren.— vocês tem que falar com o vosso diretor de turma ainda a tempo.

Concordamos antes de nós retirarmos e voltarmos aos nossos acentos. No dia seguinte na reunião de turma apresentamos a situação ao diretor de turma e ele disse que arranjaria uma solução.

— Espero pelo menos estar com você, não gostaria de entrar numa nova turma sozinha. — McLaren disse numa das nossas conversas no recreio — Você é a única garota não falsa dessa escola e eu odiaria que nos separassem.

Dei uma risada sarcástica.

— E você é a única garota maluca o suficiente para continuar uma conversa comigo por mais de uma semana, McLaren.

Ela riu.

— Eu disse eu gosto de você, gosto da sua sinceridade, sem falar de gosto como você me chama. McLaren, soa sexy. — fez charminho.

— Está apaixonado por mim McLaren?— devolvi o charminho.

— Nunca me apaixonei por ninguém e não me importo que seja você a primeira pessoa.— rimos. Isso é só uma das muitas coisas que agente tem em comum, e é por isso que gosto de estar com ela. — Isso se meu pai não me matasse antes.

Os pais dela são divorciados, ela tem uma irmã mais novo, ambos estão sobre a custódia da mãe, mas ela tem mas medo de seu pai com quem ela pouco convive.

— Aquele carro parece com o do meu pai.— e ela é paranóica.

— Porque teu pai estaria aos redores da escola?— perguntei o óbvio para ver se ela deixa de ser dramática.

— Eu não sei — deu de ombros — talvez para garantir que estou indo direto para casa.

No novo casamento seu pai não teve outros filhos porque sua esposa é estéril. Por isso seu pai coloca muita pressão sobre os únicos filhos que tem.

E felizmente para ela, fomos transferidas para a mesma sala.

— Sentamos juntos!— advertiu mal entramos na sala 30.

De sala 01 para sala 30 que ironia.

— Isso é óbvio.

— E nem ouse me abandonar com novas amizades.

— É normal seres tú fazendo o mesmo do que eu.— nós sentamos.

— Sim é verdade.

O Que Me TorneiHistórias para pegar e não largar. Descubra agora