Mahatma Pines.
Se passado um mês, meu pai veio a casa dos Rocha e me levou de volta para casa. Ele parece mais feliz, mais vivo.
Ele me pediu desculpas por não ter ido ao hospital. Ele disse que não teve conhecimento, mas por me ver bem e saudável ele não levou não parece realmente sentir pesar. Sinto que alguém está roubando meu pai de mim.
Ele ainda está dormindo e eu já acordei porque tenho de ir a educação. Quando passava pela sala, vi que ele esqueceu o celular na mesinha. Eu não gosto de bisbilhotar vida alheia, mas o comportamento do meu pai está estranho.
O ecrã de bloqueio tem uma foto minha, quando desbloqueie o celular dele, vi que a foto de fundo tem a mão dele e de uma mulher com uma aliança. Espreitei pelas escadas para ver se ele ainda não acordou, tenho mais dez minutos.
Entrei no campo de mensagem e vi que tem um contacto que está gravado, " Minha ruiva" abri e vi várias mensagens românticas e pervertidas, só de ler da vontade de vomitar. Sai do campo de mensagem e fui para as fotos, encontrei várias fotos dele com a ruiva, que eu reconheci sendo a Sheid, eles estavam em vários pontos turísticos.
Então ele deixou de cuidar de mim, desligou o celular, não esteve quando passei pela cirugia, porque estava namorando. Okay. OKay. Quer dizer, o seu namoro é mais importante que eu?
— Witsel preciso falar com você!— já havíamos terminado a educação física e Witsel estava com seus amigos conversando quando os interrompi — É urgente.
Ele me olhei surpreso, se despediu dos amigos e me seguiu.
— O que sua tia é para meu pai?— parei de andar e o encarei.
— Como assim o que ela é?
— Você sabia?
— Mahatma calma, uma questão de cada vez.
— Você sabia. E não me contou nada, como sempre.
— Ei, espera. Eu só soube disso no dia que você foi internada.
— Sério? Sua mãe se preocupou em ligar para meu pai quando fui internada. — ele não precisa responder que sua expressão denuncia a resposta — Não né. Eu que morresse ele podia continuar namorando né? Em Itália, México, Paris é isso né?
— Mahatma não é bem assim. Essa história é muito mais complexa.
Estamos parados numa esquina qualquer, afastados da escola.
— Complexa? Witsel estamos falando do meu pai, desde que sua tia chegou ele anda diferente. Sua tia quer roubar ele de mim, porque caralhos isso sempre acontece comigo? — gritei começando a entrar em crise.
— Ei, ei, ei, calma. Respira tá.— ele se aproximou e me abraçou — eu te juro que ela não irá te roubar seu pai.
— Ela, ela já roubou!— digo com a voz falha — Witsel você não entende. Se pelo menos você tivesse vivido o que eu vivi, e passado pelo que eu passei você eu juro que você entenderia.
Meu maior medo é ser abandonada pela única pessoa que me ama. Esse é um desafio que eu não irei conseguir superar. Eu sou forte, mas não invencível.
Estou encostada a parede, tentando puxar o ar, que parece intoxicado e pesado.
— Olhos em mim Mahatma, nada de desmaiar. Vamos contar até três juntos, vamos um respira, dois respira e inspira, devagar Mahatma, tr..és, isso. Calma, eu irei te contar tudo que eu sei você só tem que se acalmar.
E assim foi, depois de alguns minutos consegui me recuperar, ele me contou a história toda. O propósito era eu ficar bem, depois de ouvir os pressupostos, mas aconteceu o contrário, me sinto um lixo, um incomodo, algo que nunca devia ter existido.
{•••}
Ainda na semana da volta dele a viagem, meu pai me contou que estava namorando, e ocultou todas as outras partes que soube atrás de Witsel. Ele disse que eles iam se casar e já havia marcado uma data, e perguntou se estava tudo bem para mim.
Eu não sei que tipo de resposta ele pensou que eu daria. Mas eu simplesmente disse que não me importava, que ele podia fazer o que quiser de sua vida, contando que o deixe feliz. Para mim já chega de ser um incomodo na vida dele, já chega de ser um estorvo.
Nas férias de verão eles se casaram, foi um casamento lindo, era a primeira vez que eu já num, mas foi uma boa experiência. O ambiente de matrimónio interliga vários corações.
— Acho que esse é o felizes para sempre deles.— comentei com Witsel, já tinha passado da meia noite, a maior parte dos convidados já haviam ido e só estavam os parentes mais próximos.
Eu e Witsel arranjamos uma esquina para sentar. Ele está bebendo vinho enquanto eu bebo sumo. Já aceitei que sou fraca para álcool.
— Ainda falta eles te dar uma irmãzinha, ou um irmãozinho!— ele disse sorridente.
— É, você tem razão. — fiz uma pausa. Olhando para a lua atrás da parede de vidro. — Acho que agora somos primos né?
— Primos. — ele arqueou as sombras — Não não. Eu e você não somos familiares. — doeu ouvir isso — Não somos ligados por laço de sangue. Eu não aceito te ver como uma prima! Para mim você é só Mahatma e ponto.
— Está me rejeitando?— talvez ele não se lembra da nossa conversa ao amanhecer, já que está bebendo.
— Estou te guardando. É diferente!— resmungou se levantando — Não quero que o relacionamento do seu pai com minha tia estrague os meus esquemas. — ele se aproximou de onde estou sentada e tocou meu queixo — Você tem que ser minha esposa.
Agora sou eu que fui pega de surpresa.
— Não te entendo, você disse que não se apaixona e não se importa com romance — ele deu de ombros — Porque está dizendo isso agora? Você não pode mudar suas decisões do dia para noite.
— Eu posso já disse, a mente humana está em constante mudança. — ele se colocou ereto, inclinou a cabeça com uma das mãos no bolso — Eu decido quando irei amar ou deixar de amar alguém.
— Não é assim que funciona o amor, o amor se sente. Não se mede, não se decide. E se no tempo que você achar que deve me amar eu já não estiver sentindo nada por ti?
— Você me esquecer? Impossível.
Me levantei indignada. Eu sei que nunca senti o que eu sinto por ele por mais ninguém mas ele não pode pensar que é a última bolacha do pacote.
— Mesmo agora, eu não sinto nada por ti. — cruzei os braços — você não é inesquecível Witsel, existem caras melhores que você!
Num movimento muito rápido ele colocou sua taça de vinho na mesa então me deixou de costas no sofá cama. Seus lábios entraram em contacto com os meus, seus lábios estão frios e com gosto a uvas. Ele agarra meu cabelo com força sem parar o beijo.
O vestido é tão leve que não consegue separar seu corpo do meu. Ele aperta meus seios por cima do vestido sem parar de me beijar. Eu quero o mandar parar, quero muito interromper esse momento, não quero ser o brinquedo dele, mas não consigo evitar. Os saltos caem, sinto seu pênis tentando escapar se suas calças.
— Ahhh!— solto o gemido alto quando sinto sua língua na minha vagina. Essa é a minha primeira vez tendo sexo oral, e não cogitei que teria no casamento do meu pai. Que putice.
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O Que Me Tornei
RomanceO óbvio é a verdade mais difícil de se ver. Mahatma foi abandonada pela sua mãe quando ainda era pequena. Desde então sendo cuidada e protegida pelo seu pai. O porquê de sua mãe ter a abandonado e a dor da rejeição é algo que sempre lhe perseguiu. M...
