A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.
Friedrich Nietzsche
Witsel Rocha.
Ouço vozes pela casa, eles podiam estar fazendo menos barulho ao menos. Será que já voltaram da igreja. Está tão boa essa cama.
Espalmo a cama até sentir uma pequena ondulação, que me parecem cursas. Sherrim? Eu já disse para ela não dormiu no meu quarto sem minha permissão. Abro os olhos broto para dar-lhe uma broca. Quando me deparo com os cumpridos cílios negros, bochechas coradas e uma cabeleira negra espalhada pela cama. Elevo minha mão até seu rosto, contornado-o ela é tão serena dormindo, nem sequer se move.
Tão linda, e tão confusa.
Me levanto sentindo todo meu corpo estalar, vou tirando minhas roupas, pego a toalha e entro no banheiro. Deixo que a água fria esfriei o meu corpo, meus músculos estão tensos. Pego o champô e coloco nos meus cabelos, com muita vontade me lavo, escovo os dentes.
Amaro a toalha e saiu do banheiro, Mahatma está sentada na cama olhando de um lado para o outro como se tivesse sido sequestrada.
— Onde eu estou? E porque estou consigo?— ignoro suas perguntas e vou até o armário. Escolho calções tropicais, e uma camisa branca.
— Bom dia para você também, Magandi.
— Vai se vestir aqui? A minha frente?— ela me encara embasbacada.
— Esse é o meu quarto!— digo cínico. — Faço o que eu quiser.
— Witsel seu merdinha!— gargalho.
— Tem uma toalha limpa e escova nova no banheiro, você está fedendo!— faço cara de nojo a deixando constrangida. Ela se levanta para tirar satisfações e faço cara de vômito. — O banheiro está logo ali por favor!
— Eu te odeio!— rosna indo ao banheiro.
— E eu te adoro. — zombo.
Ela some no banheiro e eu aproveito para me vestir, eu me importo muito com a minha aparência, não sei se é por ser filho de uma modelo, ou se é porque faz parte da minha personalidade. Primeiro passei óleo pelo meu corpo, coloquei desodorizante, após isso me vesti.
Enquanto eu terminava de vestir Mahatma estava saindo do banheiro, olhei para ela estranho.
— Você sequer levou dez minutos!
— Eu estava tomando banho, não dessecando meus rins!— revira os olhos. Tirando a parte que ele é um gata do verdadeiro sentido, a ver quase seminua é um sonho. Com a toalha em volta de seu corpo, e seu corpo relaxado e despreocupado. Coloco a mão no rosto para esconder o meu rubor.
— Pode pegar qualquer roupa no meu armário, eu vou preparar algo para a gente comer.— digo saindo do quarto apressado.
Puta merda. Eu fiquei teso só de olhar. Maldita feiticeira.
Respiro fundo, para acalmar a circulação sanguínea em meu corpo, de seguida desço as escadas.
Encontro minha mãe e minha única irmã, e mais nova, na cozinha.
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O Que Me Tornei
Storie d'AmoreO óbvio é a verdade mais difícil de se ver. Mahatma foi abandonada pela sua mãe quando ainda era pequena. Desde então sendo cuidada e protegida pelo seu pai. O porquê de sua mãe ter a abandonado e a dor da rejeição é algo que sempre lhe perseguiu. M...
