Em tudo isso, o que mais me intrigava é a capacidade do meu pai de aceitar essa situação sem nenhum desconforto. E ainda receber o filho dela em casa.
Estou parada no corredor, prestes a ir ao quarto, mas alguns pequenos hábitos não morrem. Estou esperando meu pai passar pela porta, sempre tive dificuldades de dormir quando ele não estava, ficava acordada até tarde esperando ele chegar. Mas no fundo eu sabia era medo do desamparo.
— Ainda acordada?— Ford disse mal entrou na casa.
— Estava pensando.— continuei no topo das escadas de braços cruzados. Sheid apareceu saindo do banheiro, após amamentar Íris.
— Vai jantar aqui ou no quarto? — Sheid
— No quarto é melhor, estou exausto.— Sheid desceu as escadas para aquecer a comida, enquanto Ford subiu para se trocar, no meu percurso eles trocaram selinho. — Pensando ou me esperando?— ele sorriu caloroso.
— O senhor é um cara sortudo, agora tem duas mulheres que te esperam voltar para casa.— ele estufou o peito e depois piscou para mim se gabando.
— Sou mau.— ri.
— O senhor não se incomoda...?— perguntei ao cessar das gargalhadas. Ele rapidamente ficou sereno, entendo minha inquietação.
— Eu não guardo mágoas da sua mãe, inclusive éramos amigos. Não fiquei satisfeito por ela ter sumido à logo tempo de sua vida, mas não te privaria nem dificultarei vossa aproximação.
— Isso é por mim ou por ela? — olhei para suas órbitas castanhas.
— É por nós. E especialmente por ti, você tem que dar o exemplo aos seus irmãos mais novos. — ele brincou comigo me cutucando.
— Vou dormir!— acenei para ele antes de subir o último lance e passar pelos corredores em busca do meu quarto.
Eu realmente devo aprender a ter um coração como o do meu pai. Um coração que cuida, assume as responsabilidades e facilmente perdoa. Espero que quando chegar minha vez de ser mãe, eu tenha essa compressão toda, espero ser capaz de ser como meu pai é para mim para os meus filhos. Eu sei que meu pai tem suas feridas, mas eu nunca vi ele descarregando isso em alguém ou culpado o mesmo. Ele simplesmente segue em frente como se nada fosse.
Eu tenho muito orgulho de o ter como pai.
Desperto dos meus pensamentos ao ouvir a porta do meu quarto ranger, e a silhueta de Lucas se mostrar encostar nela. Eu ainda não havia apagado o abajur, então nossos olhares se chocaram facilmente.
— Mana Mahatma posso dormir consigo... é que não estou acostumado a dormir fora de casa, e... Não estou a conseguir apanhar sono.
— Entra!— ele fechou a porta atrás de si e se aproximou com seu pijama de Transformers. Afastei, dando-lhe espaço dele poder dormir. Então apaguei o abajur. — Medroso!— disse fazendo cafuné em seu cabelo bagunçado. — Aposto que ainda dorme com seus pais.
— Às vezes...— disse bocejando — Gosto de sentir o calor deles...— disse se aconchegando mais a mim.
Ele adormeceu literalmente abraçado a mim. Talvez não tenha sido uma má ideia o trazer.
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Lucas se dá muito bem com Íris, em em uma semana que ele esteve aqui, lhe fiz fazer o dever de casa. Não quero ouvir reclamações da sua mãe irritante.
Os dias estão cada vez mais ficando mais gélidos, e minha vontade de sair da cama se reduzindo a zero. Já estava quase na hora do almoço e Lucas continuava fora de casa, brincando com os garotos da vinhaça, esse se não o chamo ele não vêm, se bobear ele até dormiria fora.
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O Que Me Tornei
RomanceO óbvio é a verdade mais difícil de se ver. Mahatma foi abandonada pela sua mãe quando ainda era pequena. Desde então sendo cuidada e protegida pelo seu pai. O porquê de sua mãe ter a abandonado e a dor da rejeição é algo que sempre lhe perseguiu. M...
