Ergui uma sobrancelha conforme ela voltava, sentando-se em uma
cadeira e ficando de frente para mim.
Mas, mesmo no estado em que me encontrava, sabia que aquela
ideia era ridícula.
- Você não está bêbada? - perguntei.
- Nem tanto.
- Ah, por quê? Esta é a sua festa. Você pode fazer qualquer loucura!
- Acho que você já estava fazendo bastante loucura por nós duas.
- Desculpe - disse, um pouco emburrada. - Eu não queria
estragar a sua noite.
Jenna riu de mim. Arrastei-me até a beirada da cama e balancei as
pernas de um lado para o outro, sentando sobre as mãos.
- Jenna...
- Sim?
- Por favor, você pode trabalhar na barraca do beijo com a gente?
- Não.
- Por favor...? - implorei, pulando naquele colchão esponjoso. Uau.
Era praticamente uma cama elástica ou algo do tipo. Assim como a
cama de Aliyah
- Por favor, por favor, por favorzinho?
- Não.
- Por que não? - choraminguei. - Você é uma sem graça!
- Porque não quero ficar na barraca do beijo. Simples.
- Mas por quê?
- Porque eu não quero.
- Por favor. É... acho que tem alguma coisa a ver com câncer. Ou
então é pelos golfinhos. Essa palavra é engraçada, você não acha,
golfinhos?
Golfinhos... gol... fi... nhos... tipo, rima com goles de vinho.
- Eu não vou trabalhar na barraca do beijo, não importa para quem
ou para onde vá o dinheiro.
Eu me levantei e me aproximei, agachando-me bem diante dela.
Estávamos tão próximas que nossos narizes quase se tocavam. -
Nem mesmo por mim?
Ela acenou negativamente com a cabeça. Em seguida... - Cara, o
seu hálito está mal. Quanta vodca você tomou, Emma?
- Não sei. Era Moosa que estava servindo.
Ela suspirou. - Aqueles caras... Juro que...
- O que foi?
- Nada.
- Está bem, não me conte, então. - Levantei-me com um
movimento brusco e cambaleei para trás, sentindo o quarto rodar ao
meu redor e ficar cinza e embaçado nas beiradas. - Acho que vou
vomitar.
Jenna já estava me levando para o banheiro e fez com que eu me
abaixasse diante da privada, bem a tempo de vomitar tudo que tinha
dentro de mim.
Depois que terminei e senti que as ânsias haviam passado, deitei-me
nos azulejos frios do chão frio, com a cabeça encostada na beirada
da banheira.
Senti um copo de água fria encostar nos meus lábios, e ela me fez
beber aquilo.
- Desculpe, me desculpe, Jenna, de verdade - eu disse, com a voz
chorosa. Sentia-me nojenta agora, depois de vomitar. - Me
desculpe. Eu não queria estragar a sua festa.
- Você não estragou a minha festa, Emma.
Fiz que sim com a cabeça, vigorosamente, mas parei com aquilo
quando comecei a me sentir enjoada de novo. - Estraguei, sim. Por
favor, me desculpe!
- Está tudo bem - riu Jenna - Acalme-se.
Fiz uma careta e o soquei no peito. Uau. Que peito duro. Aposto que
ela tem uma barriga de tanquinho também, com seis gomos. Talvez
até mesmo oito gomos, pelo que conheço sobre Jenna Ou dez! Será
que isso existe? É possível... Se existisse, com certeza, Jenna seria
assim.
Interrompendo aquela tagarelice interior, eu disse: - Não ria de mim.
Ela riu mais alto e me puxou para ficar em pé. Eu quase caí, e então
ela colocou um braço ao redor da minha cintura para me dar apoio.
Depois de me ajudar a voltar para a cama, ela me deixou cair sobre
as cobertas.
- Volto daqui a dez minutos para...
Eu já estava dormindo.
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The Kissing Booth
FanfictionEmma Myers vive um dilema romântico: Ela está apaixonada pela irmã mais velha da sua melhor amiga, mas não pode ficar com ela, pelo menos é o que ela acha. *Essa história é uma adaptação do livro A Barraca do Beijo* (Jenna é uma personagem intersexu...
