Capítulo 8

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Ergui uma sobrancelha conforme ela voltava, sentando-se em uma


cadeira e ficando de frente para mim.


Mas, mesmo no estado em que me encontrava, sabia que aquela


ideia era ridícula.


- Você não está bêbada? - perguntei.


- Nem tanto.


- Ah, por quê? Esta é a sua festa. Você pode fazer qualquer loucura!


- Acho que você já estava fazendo bastante loucura por nós duas.


- Desculpe - disse, um pouco emburrada. - Eu não queria


estragar a sua noite.


Jenna riu de mim. Arrastei-me até a beirada da cama e balancei as


pernas de um lado para o outro, sentando sobre as mãos.


- Jenna...


- Sim?


- Por favor, você pode trabalhar na barraca do beijo com a gente?


- Não.


- Por favor...? - implorei, pulando naquele colchão esponjoso. Uau.


Era praticamente uma cama elástica ou algo do tipo. Assim como a


cama de Aliyah


- Por favor, por favor, por favorzinho?


- Não.


- Por que não? - choraminguei. - Você é uma sem graça!
- Porque não quero ficar na barraca do beijo. Simples.


- Mas por quê?


- Porque eu não quero.


- Por favor. É... acho que tem alguma coisa a ver com câncer. Ou


então é pelos golfinhos. Essa palavra é engraçada, você não acha,


golfinhos?


Golfinhos... gol... fi... nhos... tipo, rima com goles de vinho.


- Eu não vou trabalhar na barraca do beijo, não importa para quem


ou para onde vá o dinheiro.


Eu me levantei e me aproximei, agachando-me bem diante dela.


Estávamos tão próximas que nossos narizes quase se tocavam. -


Nem mesmo por mim?


Ela acenou negativamente com a cabeça. Em seguida... - Cara, o


seu hálito está mal. Quanta vodca você tomou, Emma?


- Não sei. Era Moosa que estava servindo.


Ela suspirou. - Aqueles caras... Juro que...


- O que foi?


- Nada.


- Está bem, não me conte, então. - Levantei-me com um


movimento brusco e cambaleei para trás, sentindo o quarto rodar ao


meu redor e ficar cinza e embaçado nas beiradas. - Acho que vou


vomitar.


Jenna já estava me levando para o banheiro e fez com que eu me


abaixasse diante da privada, bem a tempo de vomitar tudo que tinha


dentro de mim.
Depois que terminei e senti que as ânsias haviam passado, deitei-me


nos azulejos frios do chão frio, com a cabeça encostada na beirada


da banheira.


Senti um copo de água fria encostar nos meus lábios, e ela me fez


beber aquilo.


- Desculpe, me desculpe, Jenna, de verdade - eu disse, com a voz


chorosa. Sentia-me nojenta agora, depois de vomitar. - Me


desculpe. Eu não queria estragar a sua festa.


- Você não estragou a minha festa, Emma.


Fiz que sim com a cabeça, vigorosamente, mas parei com aquilo


quando comecei a me sentir enjoada de novo. - Estraguei, sim. Por


favor, me desculpe!


- Está tudo bem - riu Jenna - Acalme-se.


Fiz uma careta e o soquei no peito. Uau. Que peito duro. Aposto que


ela tem uma barriga de tanquinho também, com seis gomos. Talvez


até mesmo oito gomos, pelo que conheço sobre Jenna Ou dez! Será


que isso existe? É possível... Se existisse, com certeza, Jenna seria


assim.


Interrompendo aquela tagarelice interior, eu disse: - Não ria de mim.


Ela riu mais alto e me puxou para ficar em pé. Eu quase caí, e então


ela colocou um braço ao redor da minha cintura para me dar apoio.


Depois de me ajudar a voltar para a cama, ela me deixou cair sobre


as cobertas.


- Volto daqui a dez minutos para...


Eu já estava dormindo.

The Kissing BoothHistórias para pegar e não largar. Descubra agora