— Isso foi antes de você crescer — disse com simplicidade. Em
seguida: —Fiz você ficar vermelha.
Ignorei aquilo. — Se isso é verdade, por que você me disse que eu
era como uma irmã para você?
Jenna desviou o olhar. — Você não me queria do mesmo jeito que eu
queria você. Não sou o tipo de pessoa que conta a outra exatamente
o que está sentindo. Você sabe disso. Sabia que toda esta conversa
é uma tortura para mim?
Abri um leve sorriso maroto e soltei a bomba: — Eu queria você.
Pode acreditar.
A expressão no rosto de Jenna foi como se ela houvesse acabado de
ganhar um milhão de dólares ou algo assim. Inclinou a cabeça para
que seus lábios roçassem nos meus. — Mas... mas eu não... não
quero que você pense que estou interessada em uma única coisa
aqui, está bem? Não estou. Não. Essa é uma das coisas que eu
gosto em você. Você é doce e inocente. Diferente. Você é fofa.
— Você me acha fofa também? — Ergui uma sobrancelha, e ela abriu
um sorriso torto contra meus lábios. — E eu que pensava que era
somente a melhor amiga irritante da sua irmã mais nova.
— Bom, isso também.
Ri e deslizei o dedo por seu peito.
Em seguida, ela disse de novo: — Não estou interessada em você
somente por causa daquilo, está bem?
— Se estivesse, iria questionar seu gosto — murmurei, fazendo-a rir.
Mas, subitamente, senti um calor por dentro.
Ela colocou o dedo sob o meu queixo, erguendo meu rosto. A
expressão em seu rosto, a linha de expressão em sua testa... ela
parecia estar mais cautelosa do que outra coisa.
Eu não queria pensar nela como a irmã de Aliyah ou como a cafajeste
que agia de maneira superprotetora em relação a mim. Recusava-me
a deixar que todas as repercussões horríveis daquilo entrassem na
minha mente — haveria tempo suficiente para isso mais tarde.
Naquele exato momento, ela era apenas Jenna. E me aproximei para
beijá-la. E naturalmente, pela minha inexperiência, meus dentes se
chocaram com os dela. Nunca achei que isso acontecesse realmente
com as pessoas. Achei que conseguiria evitar. — Desculpe —
murmurei, mordendo a bochecha.
Seus lábios se retorceram contra os meus. Senti o peito de Jenna
reverberar com risadas contidas por baixo da minha mão.
— A prática leva à perfeição.
Dessa vez, nossos dentes não se chocaram.
FICAMOS NOS BEIJANDO NA CAMA DELA POR UMA
ETERNIDADE.
Conversamos um pouco sobre a escola, sobre onde ela gostaria de
fazer faculdade (estava pensando em ir a San Diego, porque era a
cidade mais próxima) e tivemos uma pequena discussão sobre como
All Time Low era muito melhor do que Linkin Park. (Jenna era uma
grande fã das músicas mais novas do Linkin Park, embora eu as
odiasse.) Descobri que estava gostando de estar com Jenna, mesmo
quando não estávamos nos beijando. Realmente gostava da
companhia dela — mesmo quando batíamos boca por causa de
música.
Mas não conversávamos por mais de alguns minutos de cada vez
antes que ela começasse a me beijar de novo. E, quando isso
acontecia, me esquecia do que estávamos conversando antes;
esquecia que realmente já devia ter ido embora àquela hora.
Simplesmente me deixava levar pela maneira como seus beijos
enchiam meu estômago de borboletas.
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The Kissing Booth
FanfictionEmma Myers vive um dilema romântico: Ela está apaixonada pela irmã mais velha da sua melhor amiga, mas não pode ficar com ela, pelo menos é o que ela acha. *Essa história é uma adaptação do livro A Barraca do Beijo* (Jenna é uma personagem intersexu...
