Capítulo 4

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DECIDIMOS QUE IRÍAMOS COBRAR UMA TAXA DE DOIS


DÓLARES.


Dois dólares por um beijo. Qualquer que fosse o tema da barraca que


decidíssemos fazer, a estrutura básica já estava na escola para que a


usássemos, mas iríamos precisar de muito vermelho e cor-de-rosa.


Achei que devíamos usar preto, mas Aliyah me repreendeu: - Não


estamos no Halloween, Emmy.


- Está bem, está bem. Vamos ficar com o rosa e o vermelho.


- Do que vamos precisar, então? Serpentinas, papel crepom, fitas...


esse tipo de coisa, certo?


- Acho que sim. Ei, você acha que dá para fazer um cartaz grande


com marcenaria? Eu não queria pegar a aula optativa de marcenaria,


mas tive que escolher entre ela e economia doméstica. E, depois


daquele desastre com os cupcakes no oitavo ano, não quis mais


mexer com fornos e nem com comida.


Talvez isso acabe ajudando.


- Acho que pode dar certo. O sr. Preston provavelmente não vai


achar isso uma má ideia.


Fiz um gesto afirmativo com a cabeça.


- Legal. Provavelmente nós podemos chamar alguns dos jogadores


do time de futebol americano e algumas das líderes de torcida, é


claro. Precisamos de quatro, e eles podem trabalhar em turnos. Dois


por turno.


- Boa ideia. Mas quem podemos chamar ?
- Bem... Naomi e Johnna, com certeza, toparão - disse, pensando


nas possibilidades. - E podem trazer algumas das outras garotas.


- Legal. Eu vou ligar para alguns dos rapazes.


Peguei o meu celular e comecei a rolar a tela da lista de contatos. Aliyah


e eu não fazíamos parte de nenhum grupinho em particular;


simplesmente conversávamos com quem queríamos, o que


significava que tínhamos os números de praticamente todo mundo.


Aliyah era uma daquelas pessoas carismáticas e agradáveis, e


geralmente nós andávamos juntos. Tínhamos alguns amigos mais


próximos, é claro - e todos eles eram garotos.


Consegui falar com Naomi, que me disse toda contente que sim,


estava super a fim de participar! Johnna concordou também, dizendo que


estava ansiosa para fazer parte do nosso grupo, e iria ligar para todas


as garotas que conhecia.


- Pronto - suspirei, largando o corpo sobre a cama. Senti a cama


balançar quando Aliyah fez o mesmo, e trocamos um sorriso.


- Nossa barraca vai arrebentar.


- Eu sei. Às vezes, somos tão fodas que chega a dar medo.


- Eu sei.


Meu celular apitou e vi a mensagem de Johnna, dizendo que Joy e


Gwen iriam participar da barraca do beijo também. Respondi com um


obrigada sucinto.


- Já conseguimos todas as meninas - eu disse.


- Ótimo. Dave escreveu dizendo que vai conseguir os garotos para


nós, então está tudo certo.


- E isso quer dizer que... não temos nada para fazer agora - eu


disse, animada. - E você pode vir fazer compras comigo.

The Kissing BoothHistórias para pegar e não largar. Descubra agora