Sinto o meu corpo solto, leve, como se eu fosse saltar e me sustentar como uma pluma. Meus membros nem parecem meus, cada um se movendo como que por vontade própria.
A dança das mãos da Sandra sobre os meus ombros e cintura foi se dissolvendo entre os toques das pessoas no caminho dos meus passos.
Parecia que estava fora do meu corpo. Via Sandra no meio de uma roda de dança... ou Vitória me fazendo girar... e ficava rindo que nem uma idiota entre exalações de fumo. O mundo não passava de borrões, flashes, suspiros...
Música.
Vibrações.
Luzes.
Olhos... de âmbar e prata.
E o nada. Silêncio. Escuro.
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Olho de Âmbar
RomanceO quanto do que somos nasceu das nossas escolhas? E quanto nasceu das feridas que aprendemos a carregar? Gabriel aprendeu a conviver com o vazio deixado por alguém que perdeu cedo demais, e com a sensação de que parte dele ficou presa ao passado. Lu...
