Um pouco de brincadeira não faz mal

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— Tirem um numero.— A diretora da filmagem diz e eu entendo perfeitamente oque era para ser feito. Então eu faço um 5 com as mãos e Rebecca também.— De novo.— Rebecca faz um 3 dessa vez e eu permaneço no 5, a moça loira faz um "1" e então a mulher levanta o braço mostrando que estava Ok, e ao virar para trás os homens que falavam com os rapazes também fazem o sinal.

— Ok.— Eles se juntam enquanto esperamos em frente aos carros.— Rebecca e Hamilton, Isa e Sainz, Emília e Lando.

— Que?— Rebecca se vira olhando para a mulher que faz um sinal com a mão mandando irmos para o carro.

— Foda.— Vou andando até a Ferrari e entro fechando a porta com força.

— Não precisa quebrar, é só fechar com cuidado que ela fecha.— Sainz ri.

— Socializem.— A mulher diz no rádio e a câmera a nossa frente se liga.

— Bem?— Sainz me pergunta e eu me arrumo no banco pondo o cinto.

— Maravilhosamente bem, e você?— Abro um sorriso falso fingindo está contente.

— Que bom ein! Estou ótimo, obrigada por perguntar.— Ele sorri e liga o carro.

— Lhe peço por favor, dirija que nem gente, pelo o amor!— Eu encosto o pé no chão pondo força para não sair do lugar. As luzes começam a se ligar e ele fica quieto, enquanto eu procuro as perguntas. É assim as luzes se desligam e Sainz pisa com tudo no acelerador me jogando para trás.

— Acalmou!— Ele faz a primeira curva e eu começo a ler a pergunta.

— Eu nunca?— Ele me olha deixando a pista de lado e começa a pensar, por mais que ele estivesse sendo o mais rápido o carro era calmo e ele passava confiança, diferente de Norris que precisava passar por cima de quase todas as zebras.

— Assisti 24horas de Le mans completamente?— Ele demora pra responde e eu apenas faço uma cara de surpresa já que ele não havia dito nada de absurdo.

— Austrália é?— Ele morde os lábios olhando para frente vendo Lando se aproximando.

— Melhor lugar para vencer.— Ele ri sacudindo a cabeça.

— Continua se zicando!— Ele me olha confuso.

— Você que tá me zicando falando que vou perder!— Ele faz um movimento com os dedos e dá uma curva me jogando pro lado.

— Ah nem vem!— Ele me lança um olhar matador e eu reviro os olhos.— Boa Sainz, você talvez ganhe.— Eu brinco rindo alto.

— Não vale seu irmão está correndo contra mim isso não foi nada real e convincente.— Ele faz a curva fechada de mais, porém dessa vez para o outro lado, meu pé de apoio despreparado escorrega e eu sou jogada pro lado e para me apoiar ponho a mão entre suas pernas, acertando em cheiro onde não devia, e ele ao sentir me olha estranho, e eu retiro a mão de ligeiramente, e seguro no apoio da porta. Inevitavelmente as bochechas dele se avermelham e eu baixo a cabeça procurando outra pergunta. O silêncio vergonhoso e desconfortante dentro do carro era constrangedor.

— Eh... Ficar sozinho pelo resto da vida ou Conviver cercado por pessoas chatas e barulhentas?— Eu tiro alguns fios de cabelo do meu rosto. E vendo que ele fica sem resposta, minha risada sai como mecanismo de defesa me dando uma crise de riso.

— Para!— Ele começa a ri também.— Porque diabos a sua risada é tão parecida com a do Lando, é parcelada, contagiante, é engraçado.— Ele começa a ri freneticamente.

— Ah risada dele é horrorosa!— Ao perceber oque eu digo volto a ri ainda mais.— Ei!

Nós começamos a rir muito.
— Viver sozinho pra sempre.— Ele responde parando de ri e aquilo me deixa confusa já que não lembrava a pergunta.

At Hing Speed- Carlos SainzOnde histórias criam vida. Descubra agora