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O grande salão estava, mais uma vez, repleto de vida. As vozes se misturavam ao som suave das músicas tradicionais, e o aroma intenso do banquete se espalhava pelo ar, criando uma atmosfera que, em outras circunstâncias, poderia ser acolhedora.
No entanto, para Rhaenys, o ambiente começava a se tornar insuportável. O peso das expectativas e das decisões que se avolumavam sobre ela causava-lhe um mal-estar crescente, um enjoo que não se originava apenas dos cheiros à sua volta, mas da própria situação em que se encontrava.
Os Tyrell ocupavam o lado oposto da mesa, suas presenças eram como sombras persistentes na visão periférica de Rhaenys. Olenna, em especial, mantinha seus olhos afiados sobre a princesa, o olhar penetrante da velha matriarca carregando uma mensagem silenciosa e implacável.
Era como se cada movimento de Olenna, cada sutil inclinação de sua cabeça, repetisse as palavras que ela havia sussurrado com tanta convicção: "Deite-se com Willas e faça parecer que o seu pequeno bastardo é dele."
Aquelas palavras reverberavam na mente de Rhaenys, como um eco persistente que ela não conseguia afastar. A simples ideia de se deitar com um homem que mal conhecia, alguém por quem não nutria qualquer sentimento verdadeiro, fazia com que um frio desagradável percorresse sua espinha.
A repulsa tomou conta de seus sentidos, a perspectiva de se submeter àquilo era um fardo que ela não sabia se conseguiria suportar.
Com um gesto suave, Rhaenys pediu licença à sua mãe e se retirou discretamente do salão. O burburinho das conversas e a música abafada se tornaram distantes enquanto ela atravessava os imponentes corredores de pedra. O ar ali, longe da opressiva agitação do banquete, parecia mais fresco, aliviando ligeiramente o mal-estar que a assombrava.
Rhaenys parou em um corredor mais afastado, apoiando-se na parede fria enquanto tentava recuperar o fôlego. Seus pensamentos ainda estavam emaranhados com as palavras de Olenna, a pressão do que deveria fazer crescendo a cada segundo.
Foi então que o som de passos suaves a tirou de seus devaneios. Willas Tyrell se aproximou com a mesma calma que sempre o caracterizava, o rosto sereno, mas atento.
- Você está bem? - a voz dele era gentil, quase um sussurro, enquanto seus olhos se fixavam na expressão abatida de Rhaenys.
- Sim... Estou apenas... um pouco cansada - ela respondeu, a voz um pouco hesitante. O olhar dela encontrou o dele por um momento, antes de se desviar. Havia algo de genuinamente preocupado em Willas, o que a fez questionar, mais uma vez, se seria certo enganá-lo como Olenna havia sugerido.