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Amanhã em Lançassolar era diferente de qualquer outro lugar que Rhaenys conhecia. O céu límpido parecia uma pintura eterna, com o sol ardente lançando seus raios dourados sobre os pátios e jardins exuberantes da residência Martell.
Do parapeito de sua janela, Rhaenys observava a movimentação diária que, aos poucos, tornara-se familiar. Servos atravessavam os corredores com jarras de cerâmica cheias de água fresca; crianças corriam entre os arcos de pedra, rindo enquanto brincavam.
A fluidez da vida em Dorne era fascinante, como um rio que nunca parava de correr, mas que também nunca parecia apressado.
Rhaenys sentia algo que não conseguia nomear. Não era melancolia, tampouco completa serenidade. Era um conforto estranho, entremeado por uma constante lembrança de que, por mais livre que estivesse ali, ainda havia raízes que a puxavam para longe.
Dorne a acolhera de uma forma que Porto Real nunca conseguiu, mas parte dela ainda se sentia como uma observadora, não como alguém que pertencia plenamente àquele cenário.
No quarto, Obara estava sentada sobre um tapete bordado com motivos solares, cercada de almofadas macias. Rowena estava ao lado, penteando delicadamente os cabelos negros e finos da menina, cantarolando uma melodia suave que fazia Obara rir e balbuciar palavras desconexas.
O som aqueceu o coração de Rhaenys, e ela permitiu que um pequeno sorriso surgisse em seus lábios.
"Talvez", pensou ela, "o tempo cure o que me prende ao passado."
Foi nesse momento que Oberyn apareceu, com a discrição de uma cobra se aproximando para o ataque.
- Não costuma ser um hábito da princesa dos dragões se esconder em torres - Ele provocou, recostando-se ao batente da porta com um sorriso que era metade charme, metade desafio. - Não gostaria de ver o que Dorne tem a oferecer além destas paredes?
Rhaenys ergueu uma sobrancelha.
- Depende do que você tem em mente.
Oberyn inclinou a cabeça, estudando-a como se fosse uma enigma a ser decifrado.
- Prometo que será algo digno de um dragão em Dorne.
Havia algo na expressão dele que Rhaenys reconheceu: um convite para deixar as formalidades de lado, para explorar sem amarras. Ela hesitou por um momento, mas, ao ver o brilho de expectativa nos olhos de Oberyn, decidiu aceitar.