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O sol estava alto, lançando seus raios quentes sobre os lençóis espalhados pela cama. O calor da tarde invadia o quarto, preenchendo o ar com uma sensação pegajosa, quase luxuriante. No entanto, o ambiente permanecia silencioso, exceto pelo leve som das respirações entrecortadas e a fricção suave dos corpos em movimento.
Ellaria estava deitada abaixo de Oberyn, seu corpo arqueado sob o dele, como uma dançarina que já conhecia a coreografia do prazer. Eles não precisavam de palavras, as mãos já se moviam de maneira familiar, conhecendo cada curva, cada linha de pele, como se fosse uma melodia que ambos já soubessem de cor.
O calor do toque era amplificado pela proximidade de seus corpos, a pele dela contra a dele, a pressão da carne fazendo o momento parecer eterno, mas ao mesmo tempo passageiro.
Ela o olhava com olhos ardentes, acompanhando cada movimento com a atenção de alguém que sabia o que se passava na mente de seu amante, mas, por alguma razão, naquele dia, a expressão de
Oberyn parecia distante, como se ele estivesse em outro lugar. Sua pele, seu calor, o toque de seus lábios - tudo isso era familiar, e ao mesmo tempo, ele parecia ausente, perdido em pensamentos que não tinham lugar ali. Ellaria, sentindo a falta de algo, não disse nada.
Conhecia a natureza de Oberyn, sabia que, às vezes, ele se perdia em suas próprias confusões internas. Mas isso não a impedia de buscar uma conexão mais profunda, uma resposta mais forte.
No auge do momento, quando o prazer atingiu seu pico, a voz de Oberyn cortou o ar, sem aviso.
- Rhaenys...
A palavra, dita em meio ao clímax, ecoou como um trovão silencioso entre eles. Ellaria parou instantaneamente, seus olhos se arregalando de surpresa. O calor que antes preenchia o quarto se dissipou rapidamente, substituído por uma tensão palpável, fria e cortante.
O nome de Rhaenys, tão inesperado, quebrou a intimidade entre os dois, como se uma barreira invisível tivesse sido erguida.
Ellaria se afastou com rapidez, o corpo agora distante, seus lábios trêmulos, mas não pelo prazer. Algo diferente havia tomado conta dela - a sensação de ser invadida por algo que não a incluía.
Ela se sentou na beira da cama, olhando para Oberyn com uma expressão que misturava surpresa e algo mais profundo, talvez o sentimento de uma ferida que nunca poderia ser fechada.
Ele, por sua vez, olhou para ela, os olhos ainda turvos pela sensação, mas havia algo em seu rosto que sugeria um reconhecimento do erro, uma falha, ainda que não fosse um arrependimento claro.