XXXVI

98 12 5
                                        

A New Dawn

Bloom - The Paper Kites

*ੈ✩‧₊˚༺☆༻*ੈ✩‧₊˚

A luz do sol começava a atravessar as cortinas, iluminando parcialmente o quarto, os raios acalorados tocando a pele de Rhaenys. O dourado suave da manhã espalhava-se pelo aposento, tingindo os tecidos finos da cama com tons quentes e trazendo consigo a promessa de um novo dia. O ar carregava o leve aroma de especiarias que sempre pairava sobre Lançassolar, misturando-se ao cheiro familiar da pele de Oberyn.

Ela despertou aos poucos, o corpo imerso na lassidão agradável do sono recente. Sentiu o calor de Oberyn em suas costas, a mão dele apertando suavemente sua cintura, os dedos espalhados sobre sua pele nua, como se a segurasse mesmo adormecido. O rosto dele estava enterrado em seus cabelos, e a respiração lenta aquecia a curva do pescoço dela. Rhaenys sorriu sem nem perceber.

Moveu-se levemente, e a resposta de Oberyn veio no mesmo instante-um gesto instintivo, inconsciente. Os braços ao redor dela se apertaram um pouco mais, puxando-a para perto, o corpo firme encaixando-se ao dela.

A familiaridade daquele toque fez com que Rhaenys suspirasse suavemente, oscilando entre o desejo de se aninhar mais uma vez no calor reconfortante da cama e a consciência de que o dia já começava a chamar por ela.

O tempo em Dorne parecia fluir de maneira diferente. Os dias deixaram de ser entediantes, as semanas não pareciam mais tão longas e desgastantes, e quando menos percebeu, os meses passaram de uma forma tão mais tranquila. O peso que sempre carregara nos ombros não desaparecera, mas estava mais fácil de suportar.

Embora não estivesse todas as noites ao lado dela, nos dias em que estavam juntos, Rhaenys sentia o peso do mundo desaparecer. Não importava o que viesse no dia seguinte, pois as manhãs começavam assim, em meio ao calor morno da cama e ao toque despreocupado de Oberyn.

Ela entrelaçou seus dedos aos dele sobre sua cintura, um gesto simples, mas repleto de significado.

- Está acordado? - murmurou, a voz ainda rouca pelo sono.

Oberyn não respondeu de imediato, apenas pressionou um beijo preguiçoso no ombro dela, roçando os lábios na pele nua antes de murmurar. - Estou agora.

A forma rouca e arrastada como ele falou fez com que Rhaenys sorrisse. - Não parece.

Ele riu baixo, um som abafado contra seu pescoço.

- Se me der motivos para acordar, querida esposa, talvez eu me anime a sair da cama.

Rhaenys revirou os olhos, mas não conteve o riso. - E o que sugere?

Oberyn deslizou os dedos pela lateral do corpo dela, apenas o suficiente para fazê-la se arrepiar sob seu toque.

- Acho que pode pensar em algo.

𝕱𝖎𝖗𝖊 𝖆𝖓𝖉 𝕾𝖆𝖓𝖉 - 𝕺𝖇𝖊𝖗𝖞𝖓 𝕸𝖆𝖗𝖙𝖊𝖑𝖑Onde histórias criam vida. Descubra agora