The Sea's Shiver
What the Water Gave Me - Florence + The Machine

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O sol nascia preguiçoso sobre Lançassolar, tingindo o céu de um dourado leve, quase líquido. A brisa do mar chegava carregada de sal e serenidade, deslizando por entre as palmeiras e pelas varandas abertas do castelo. O som das ondas, ao longe, parecia marcar o compasso da manhã - lento, constante, familiar.
Rhaenys caminhava sozinha pela areia quente do pátio inferior, onde o chão era mais claro e o ar trazia o aroma seco das pedras aquecidas. O vestido leve - tecido lilás, preso por um cinto de seda - dançava ao sabor do vento. Ela não levava escolta, nem damas.
Apenas o som suave de suas sandálias quebrava o silêncio.
À frente, sob a sombra curta de uma torre baixa, jazia Nyrys - o dragão branco de olhos vermelhos. A criatura repousava sobre o chão de areia e rocha, o corpo imenso estirado como uma sombra viva. As asas, meio abertas, formavam uma tenda de luz e sombra sobre o próprio dorso. O sol refletia no brilho pálido das escamas, fazendo-o parecer um espectro de neve sob o calor do deserto.
Rhaenys parou por um instante. Havia algo quase sagrado em olhar para ele - um misto de respeito e de pertencimento. Desde que chegara a Dorne, passava parte das manhãs ali, em silêncio, sentindo que o dragão percebia o que ela mesma não sabia dizer em voz alta.
Deu mais alguns passos, aproximando-se devagar. O som de suas sandálias sobre a areia foi o bastante para que a enorme cabeça se movesse. Os olhos rubros se abriram - duas brasas calmas que a seguiram com atenção.
- Bom dia, meu dragão. - Murmurou ela, a voz quase um sussurro, como se temesse quebrar a paz da manhã.
Nyrys ergueu o pescoço, soltando um som baixo, grave, que fez o ar vibrar. O hálito quente que escapou de suas narinas ondulou o véu de areia diante deles.
Rhaenys estendeu a mão, aproximando-se até que os dedos roçassem a escama fria. Ele não recuou. A pele dela contrastava com o branco metálico do dragão - viva e frágil contra algo eterno.
Por um instante, ela fechou os olhos. Sentiu o coração desacelerar, o vento mudar. Nyrys se moveu de leve, ajustando a asa, como se respondesse ao seu toque.
Ali, sob o sol de Dorne, havia silêncio. Mas não era um silêncio vazio - era o tipo de quietude que antecede a lembrança.
E Rhaenys, mesmo sem querer, lembrou.
Lembrou de Porto Real.
Pensou em Oberyn.
No nome de Elia sussurrado em preces e pesadelos.
Nas súplicas aos deuses, sem saber se eles sequer a ouviriam.
Abriu os olhos devagar.
Nyrys ainda a observava.
Ele também parecia sentir - a inquietação que ela trazia dentro do peito, a sombra que nenhuma distância apagava.
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𝕱𝖎𝖗𝖊 𝖆𝖓𝖉 𝕾𝖆𝖓𝖉 - 𝕺𝖇𝖊𝖗𝖞𝖓 𝕸𝖆𝖗𝖙𝖊𝖑𝖑
Fiksi Penggemar𝕱𝖔𝖌𝖔 𝖊 𝕬𝖗𝖊𝖎𝖆 - 𝘌𝘮 𝘮𝘦𝘪𝘰 à𝘴 𝘢𝘳𝘦𝘪𝘢𝘴 𝘦𝘴𝘤𝘢𝘭𝘥𝘢𝘯𝘵𝘦𝘴 𝘥𝘦 𝘋𝘰𝘳𝘯𝘦 𝘦 𝘰 𝘧𝘰𝘨𝘰 𝘢𝘯𝘤𝘦𝘴𝘵𝘳𝘢𝘭 𝘥𝘰𝘴 𝘛𝘢𝘳𝘨𝘢𝘳𝘺𝘦𝘯𝘴, 𝘴𝘦𝘨𝘳𝘦𝘥𝘰𝘴 𝘦𝘯𝘵𝘦𝘳𝘳𝘢𝘥𝘰𝘴 𝘷ê𝘮 à 𝘵𝘰𝘯𝘢, 𝘢𝘭𝘵𝘦𝘳𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘰 𝘥𝘦𝘴𝘵𝘪𝘯�...
