Capítulo 25

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 Desafios e Cuidado.

O sol brilhava intensamente no clube, enquanto Vicky se preparava para mais uma sessão de treino. Alan a observava atentamente, sua expressão firme e crítica. Vicky estava determinada a se manter ativa, mas a pressão e a carga emocional do momento faziam com que cada movimento parecesse um desafio.

Durante uma série de saques, Vicky cometeu um erro, e Alan não hesitou em chamar sua atenção. — Vicky, você precisa se concentrar! Essa jogada foi inaceitável. Você não pode se permitir esse tipo de falha — disse ele, a voz soando severa.

Ela sentiu um nó se formar em seu estômago, não apenas pela crítica, mas pela pressão que se acumulava. Com a frustração tomando conta, decidiu sair da quadra, respirando fundo enquanto se dirigia ao banheiro.

Assim que entrou, a onda de náusea a atingiu com força. Ela se inclinou sobre a pia e vomitou tudo o que havia comido. A sensação de fraqueza era avassaladora, e, enquanto se limpava, Emily apareceu na porta, uma expressão maliciosa no rosto.

— Difícil não ser perfeita, não é? — Emily provocou, cruzando os braços. — Você sempre foi a estrela, mas agora parece que a pressão está te derrubando.

A provocação de Emily acendeu uma chama de raiva em Vicky. — Você não sabe nada sobre o que estou passando! Não precisa ficar aqui me atormentando — respondeu, tentando ignorá-la.

Mas Emily não estava disposta a deixá-la em paz. Ela continuou atacando, cada palavra como uma faca. Vicky, tentando se afastar, acariciou a barriga, lembrando-se do bebê que crescia dentro dela e da necessidade de se manter forte.

— Você deveria estar se preocupando mais em ser uma jogadora decente do que em ser a namorada do príncipe do tênis — Emily disparou, sua voz carregada de desprezo.

A pressão emocional, somada ao enjoo que ainda sentia, tornou-se insuportável. Vicky, tentando resistir, sentiu-se tonta e desmaiou, caindo ao chão.

Quando Alan entrou, ele ficou em estado de choque ao ver sua neta desmaiada. Ele imediatamente chamou por ajuda, e logo o médico do clube estava ao seu lado. Enquanto isso, Pietro estava em uma reunião nas proximidades, e a notícia chegou até ele como um raio.

Assim que ele entrou no banheiro e viu Vicky no chão, seu coração disparou. — Vicky! — gritou, correndo até ela. Ele a pegou em seus braços, e o médico começou a examiná-la.

Após alguns momentos que pareceram uma eternidade, Vicky começou a acordar, confusa e atordoada. A primeira coisa que viu foi Pietro, que a olhava com preocupação.

— Meu amor, você está bem? — ele perguntou, aliviado ao vê-la acordada.

Ela o abraçou fortemente, ainda tremendo. — O que aconteceu? Eu... eu não sei o que houve.

— Você desmaiou. Vamos para a mansão descansar, certo? — Pietro disse, envolvendo os braços em torno dela. Ele a levantou no colo, ignorando as perguntas do médico e dos outros ao redor, e saiu do banheiro com determinação.

— Vamos, eu cuido de você — ele afirmou, enquanto caminhava rapidamente para fora do clube, levando as coisas deles.

Em casa, Pietro cuidadosamente colocou Vicky no sofá e pegou água e um lanche leve. Ele se sentou ao lado dela, segurando sua mão. — Quero que você descanse. Não quero que nada te estresse, especialmente agora.

Vicky sorriu para ele, o coração aquecido pelo amor e pelo cuidado que Pietro demonstrava. — Desculpe por ter sido tão fraca.

— Você não é fraca. Você é humana. E mais importante, você está criando uma vida. Isso não é fácil — Pietro a consolou, acariciando a mão dela. — O que mais importa é que você e o bebê estejam saudáveis.

Enquanto Vicky repousava sua cabeça em seu colo, o peso do mundo parecia um pouco mais leve. Com Pietro ao seu lado, ela sabia que poderia enfrentar qualquer desafio que a vida trouxesse. E, ao mesmo tempo, um novo pensamento surgia em sua mente: mesmo em meio à rivalidade e aos desafios, havia espaço para amor e felicidade.


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