Capítulo 18

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Pra galera q curtindo e comentando, agradeço muito muito, essa é minha primeira fic e fico feliz q estejam gostando, pela felicidade q fiquei em ver vcs interagindo, vou publicar mais uns capítulos agr
Xerin pro ces
Adm L 💙



Lauren estava no escritório de seu pai, Mike, um ambiente luxuoso e imponente, com paredes decoradas com lembranças de suas vitórias e conquistas. Sentada à mesa, ela ouvia Max detalhar os lucros das boates, onde as drogas da família eram distribuídas discretamente. As operações estavam crescendo, e, apesar do risco constante, os resultados eram inegáveis.

— Vocês estão fazendo um ótimo trabalho — disse Mike, orgulhoso. Ele era um homem de poucas palavras, mas quando falava, cada frase carregava peso. — Os lucros aumentaram consideravelmente. Estamos expandindo e ganhando terreno em todos os lugares certos.

Lauren assentiu em silêncio, seus olhos fixos nos relatórios à sua frente. Ela estava satisfeita com os números, mas sabia que o trabalho nunca estava realmente concluído. O controle era constante, e a ameaça de traições e ataques rondava cada esquina. Cada boate, cada armazém de drogas era uma peça importante no jogo de poder que ela e seu pai jogavam contra as outras famílias.

— E os novos quartéis? — Lauren perguntou a Max, sem desviar o olhar dos papéis. — Como está a movimentação por lá?

— Estável. — Max respondeu com a mesma calma de sempre. — Colocamos homens de confiança e estamos monitorando de perto. Até agora, sem problemas. As mercadorias estão fluindo como esperado.

Mike deu uma tragada no cigarro, soltando a fumaça devagar enquanto olhava para Lauren.

— Você herdou o controle e a precisão, garota. Isso vai nos levar longe. Mas não se esqueça de que isso é um jogo de paciência também. Nem sempre o mais rápido vence.

Lauren assentiu, suas mãos descansando sobre os papéis à sua frente. Era verdade. Ela não só precisava ser forte, mas também saber quando recuar, quando atacar e, mais importante, quando esperar. E paciência nunca havia sido seu forte.

De repente, seu celular vibrou sobre a mesa. Viu o nome de Troy piscando na tela. Lauren pegou o telefone sem hesitar.

— Lauren — a voz de Troy soava tensa do outro lado. — Tivemos um problema em uma das boates. Alguns homens da família Di Pizzano apareceram e fizeram uma bagunça. James tentou resolver, mas foi agredido por um deles. Ele está pedindo a cabeça do cara.

Lauren permaneceu em silêncio por um segundo, processando as informações. Os Di Pizzano já haviam testado sua paciência antes, mas dessa vez, cruzaram uma linha perigosa. Ela não tolerava desrespeito, especialmente quando afetava seus negócios. Contudo, sabia que a vingança precipitada poderia gerar consequências indesejadas.

— Mantenha a situação sob controle até eu chegar — respondeu Lauren, sua voz fria e calculada. — Nada de movimentos precipitados. Digam ao James para recuar e esperar. Vou resolver isso do meu jeito.

— Entendido — disse Troy, desligando logo em seguida.

Ela baixou o celular lentamente, olhando para Mike e Max. Eles já haviam escutado o suficiente da conversa para entender o que estava acontecendo.

— Os Di Pizzano, sempre querendo testar os limites — comentou Mike, seus olhos cansados, mas atentos. — O que você vai fazer?

— Vou até lá resolver — disse Lauren, levantando-se da cadeira, seus movimentos precisos e determinados. — Não podemos permitir que eles pensem que podem agir assim sem consequências, mas vou fazer isso de maneira que eles sintam o impacto onde mais dói. Primeiro, o respeito. Depois, os lucros.

Mike sorriu de leve, orgulhoso de sua filha. — Lembre-se, Lauren, que esse é o tipo de jogada que define quem está no comando. Mostre quem manda, mas com inteligência. E tome cuidado. Eles sabem o que você significa para essa organização.

Lauren assentiu, já a caminho da porta com Max ao seu lado. O conselho de seu pai era sempre valioso, mas ela confiava em sua própria habilidade de manter a ordem e o controle. Enquanto dirigia para a boate, seus pensamentos eram um turbilhão de estratégias. Ela sabia que precisava de uma solução rápida, mas definitiva. Nada que chamasse muita atenção, mas o suficiente para os Di Pizzano entenderem que qualquer ataque à sua família teria uma resposta implacável.

No entanto, enquanto os quilômetros passavam, um pensamento breve e inesperado surgiu. Ela pensou em Camila, nas crianças. Lembrou-se do abraço que Camila lhe deu, da leve sensação de calma que Bento trazia quando a chamava de "mamãe Lô". Aquele mundo parecia tão distante do caos em que ela vivia agora, mas, de alguma forma, começava a se entrelaçar. No fundo, ela sabia que seu estilo de vida, suas decisões, podiam afetar tudo. E isso a perturbava mais do que estava disposta a admitir.

Mas ali, naquela estrada, indo resolver um problema que envolvia sangue e poder, ela afastou esses pensamentos. Não havia espaço para distrações. Não agora.

Chegaria à boate, colocaria os Di Pizzano no lugar deles e, depois disso, talvez pudesse respirar por um instante. Só por um instante.

Enquanto Lauren e Max dirigiam em direção à boate, o silêncio no carro era pesado. Ela estava focada no que teria que fazer ao chegar, mas o que encontrou ao estacionar mudou tudo. O caos estava instaurado. Sirenes da polícia cortavam o ar, a entrada da boate estava cercada, e corpos cobertos por lençóis brancos preenchiam o cenário. Dois de seus homens estavam mortos, outros feridos, e os homens da Família Di Pizzano já não estavam mais no local.

Lauren saiu do carro com passos rápidos, seus olhos frios varrendo o ambiente. Ela sabia que algo havia saído completamente do controle. Foi quando viu James, o rosto ainda contorcido de raiva, caminhando de volta para o complexo da família, completamente descontrolado. A fúria pulsava dentro dela.

Ela o seguiu até um corredor lateral e, antes que ele pudesse entrar em seu carro, Lauren o agarrou pelo colarinho e o empurrou contra a parede com uma força inesperada.

— O que diabos você pensa que estava fazendo? — sua voz saiu gélida, quase sussurrada, mas carregada de ameaça. — Eu disse para esperar, James. Esperar!

James, ainda ofegante, tentou se defender. — Eles nos desrespeitaram, Lauren! Eles estavam ali, rindo da nossa cara. Eu não podia deixar isso passar...

— Eu disse para esperar! — Ela o empurrou de novo, desta vez com mais força. — Duas vidas nossas perdidas, três feridos, e você acha que isso foi uma vitória? Atirou primeiro e agora temos dois corpos da família Di Pizzano, incluindo a mulher de Vereno. Você tem ideia do que fez?

James tentou se desvencilhar, mas Lauren o manteve firme. — Eles mereciam. Ela estava no lugar errado, na hora errada. Não tenho culpa...

— Você só piorou tudo, seu idiota. — Lauren o soltou abruptamente, suas palavras afiadas como lâminas. — Eles vão querer sangue. E adivinha de quem? Seu nome está no topo da lista. Se os Di Pizzano vierem por você, eu não vou mover um dedo. Não só isso... — Ela se aproximou, o rosto a centímetros do dele. — Se você desobedecer minhas ordens novamente, eu mesma vou te matar.

James a encarou, as palavras dela pairando no ar como uma sentença de morte. Ele sabia que Lauren não blefava. Ela nunca blefava.

No dia seguinte, enquanto tomava café em sua sala, a calmaria da manhã foi interrompida pela chegada de um envelope. Lauren o abriu, já desconfiada, e o que viu fez seu sangue gelar por um segundo. A foto da esposa de Vereno, morta, com os olhos ainda abertos, manchada de sangue seco. Uma bala, também coberta de sangue, estava presa ao papel. No verso da foto, um nome escrito em letras grandes e vermelhas: James.

Era uma mensagem clara. Eles queriam vingança. Queriam James.

Lauren respirou fundo, controlando o turbilhão de emoções que tentava se agitar em seu peito. Sabia que os Di Pizzano não deixariam isso passar em branco. Eles exigiriam sangue, e agora ela teria que tomar uma decisão: entregar James ou enfrentar uma guerra que poderia destruir tudo o que havia construído.

Enquanto fitava a foto, uma coisa era clara. A partir desse momento, cada movimento precisaria ser calculado com precisão. Era um jogo mortal, e ela estava no centro dele.

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