Capítulo 50

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Após a queda de Ricci e a vitória que consolidava o controle de Lauren sobre Chicago e Los Angeles, a sensação de alívio era palpável. Ela convocou uma reunião com seus aliados mais próximos — as famílias que haviam se unido a ela durante a guerra, os soldados que haviam lutado incansavelmente e seus braços direitos, que sempre estavam ao seu lado, prontos para qualquer batalha.

O local da reunião era uma das salas principais de um edifício seguro em Los Angeles, longe da confusão da cidade. Lauren estava ali, de pé, com o olhar firme, observando os rostos conhecidos e as expressões cansadas, mas satisfeitas. Ela sabia que a vitória tinha um preço, mas também entendia que sem a lealdade e o apoio de todos ali, nada disso seria possível.

— Eu queria começar agradecendo a cada um de vocês — começou Lauren, sua voz clara e autoritária, mas carregada de gratidão. — Sem o apoio de todos, isso não teria sido possível. Vocês são a razão pela qual estamos aqui agora, governando duas das maiores cidades do país.

Os aliados aplaudiram brevemente, alguns batendo palmas, outros apenas balançando a cabeça em reconhecimento. Lauren continuou, sem perder o ritmo.

— Sabemos que a luta nunca é fácil, e que as perdas fazem parte do caminho. Mas estou ciente de quem esteve ao meu lado, e é por isso que cada um de vocês será recompensado de acordo com sua lealdade.

Ela fez um breve sinal, e dois de seus soldados começaram a distribuir envelopes, cada um contendo uma quantia substancial de dinheiro, propriedades ou outros tipos de recompensas prometidas.

Enquanto ela falava, o clima estava tenso, mas ao mesmo tempo havia uma sensação de camaradagem. Os aliados estavam cientes de que haviam conquistado algo importante, e a gratidão de Lauren só aumentava sua determinação. Ela fez uma pausa para permitir que todos se acomodassem, e então, como de costume, sua mente começou a analisar os próximos passos para garantir a continuidade do poder e o controle de suas operações.

Foi então que um de seus homens, Giovanni, levantou a mão.

— Lauren — disse ele, sua voz grave quebrando o silêncio, — e a moça que esteve na última reunião? A que fez aquela excelente observação sobre a situação em Los Angeles? Ela é sua aliada também?

Lauren franziu a testa, sua expressão fechando instantaneamente. Ela olhou para Max, que estava parado ao lado dela, e viu seu corpo tenso, os ombros rígidos. O que Giovanni estava sugerindo? Lauren não conseguiu entender ao certo, mas algo na atitude de Max a fez sentir uma onda de desconforto.

— Do que você está falando? — ela perguntou calmamente, mas com uma ponta de curiosidade e uma leve suspeita. Ela olhou para Max, esperando uma explicação.

Max olhou para Lauren, a tensão em seu rosto evidente. Ele tentou desviar o olhar, mas sabia que não poderia esconder por muito tempo. Ele engoliu em seco, antes de finalmente ceder.

— A mulher da última reunião... a Camila. Ela é... — Max hesitou, tentando encontrar as palavras, mas Lauren o interrompeu, seus olhos se estreitando.

— A minha Camila? — Lauren perguntou, a voz séria, agora carregada de incredulidade. — A minha mulher? Você a colocou no meio dessa guerra?

Max ficou em silêncio por um momento, claramente envergonhado pela reação de Lauren. Ele sabia que tinha cometido um erro. Tentou dar uma explicação, mas as palavras pareciam não encontrar forma.

— Eu... Eu não queria causar problemas, Lauren. Ela fez uma observação importante sobre os aliados de Ricci e... ajudou muito com as estratégias em Los Angeles. Eu achei que a ajuda dela seria valiosa.

Lauren respirou fundo, seu peito se apertando de raiva. Seus olhos se fixaram em Max com intensidade.

— A minha mulher, Max? — Ela repetiu, a voz gelada. — Camila é minha parceira na vida, não na guerra. Como você pôde colocar ela nesse meio sem nem me consultar? Você sabia que ela é minha, sabia da nossa relação. Não tem o direito de envolver ela nisso.

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