Depois de deixar Helena, Clarice e Bento na escola, Camila dirigiu até um parque próximo. Estacionou o carro, mas não saiu. Ficou ali, com as mãos firmemente segurando o volante, o olhar fixo em um ponto invisível à sua frente. Sabia que algo estava acontecendo. Lauren estava distante, preocupada, e, mesmo sem palavras, a tensão entre elas era palpável. A ideia de ser mantida no escuro enquanto algo tão grave rondava a segurança de todos que amava era insuportável.
Ela pegou o celular e digitou o número de Max. Conhecia o suficiente para saber que ele era o braço direito de Lauren em quase tudo e, se havia alguém que poderia esclarecer o que estava acontecendo, era ele. Quando ele atendeu, a voz grave e objetiva soou do outro lado.
— Max falando.
— Max, é a Camila — ela começou, com um tom firme. — Preciso falar com você. Pessoalmente.
Houve uma pausa do outro lado, e ela quase podia imaginar a expressão de surpresa no rosto dele.
— Camila? O que está acontecendo? Lauren sabe que você está entrando em contato comigo?
— Não, e não precisa saber. Isso é entre você e eu. Por favor, Max, é importante. Preciso que você confie em mim.
Ele hesitou por alguns instantes antes de suspirar.
— Está bem. Onde você está?
— Perto do parque de Cloverfield. Eu posso ir até você.
— Tudo bem. Me encontre no prédio de operações. Vou te enviar o endereço.
Camila assentiu, mesmo que ele não pudesse vê-la.
— Ok. Estou a caminho.
Ela desligou antes que ele pudesse reconsiderar e deu partida no carro. Sua mente estava focada, mas seu coração batia acelerado. Sabia que estava se intrometendo em algo perigoso, mas não podia mais ignorar. Lauren era sua companheira, e isso significava estar ao lado dela, não importa a situação.
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Pouco tempo depois, Camila estacionou em frente ao prédio discreto onde Max trabalhava. Um dos homens de confiança dele estava na entrada e a encarou com desconfiança. Ela se aproximou com passos firmes.
— Estou aqui para ver o Max — disse, sem hesitar. — Ele está me esperando.
O homem olhou para ela, relutante, mas pegou o rádio para confirmar. Depois de uma breve troca de palavras, ele deu um leve aceno e a conduziu para dentro.
Quando Camila entrou no escritório, encontrou Max inclinado sobre uma mesa cheia de mapas e anotações. Ele ergueu o olhar assim que a viu e franziu o cenho.
— Camila, o que você está fazendo aqui? Lauren não vai gostar nada disso.
— Eu já disse que ela não precisa saber — respondeu, com a mesma firmeza que usara ao telefone. — Eu vim porque quero entender o que está acontecendo. Sei que algo sério está acontecendo, Max. Lauren está em perigo, e não vou mais ficar no escuro.
Max suspirou, cruzando os braços e analisando-a por um momento.
— Camila, isso não é algo que você deva se preocupar. Lauren nunca te colocaria nessa situação. É perigoso, e você sabe disso.
— Sei, mas também sei que não posso ficar de fora. — Camila o encarou diretamente. — Não quero ser apenas uma espectadora na vida da Lauren. Ela é tudo para mim, e sei que o que está acontecendo coloca não apenas ela, mas as crianças, em risco. Não posso ignorar isso.
Max balançou a cabeça, visivelmente incomodado com a situação.
— Lauren quer te proteger, Camila. Você sabe como ela é. Ela jamais te envolveria nisso.
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A Dama da noite
FanfictionLauren Jauregui, uma líder implacável da máfia, carrega o peso de um passado marcado pela perda de sua esposa, enquanto dedica sua vida a proteger e criar suas filhas gêmeas. Camila Cabello, uma professora apaixonada pela educação e mãe solteira de...
