E quando meu coração parou de bater,
repentinamente nunca pulsei tanto.
Quando o vazio entrou pela porta
eu senti o tudo.
Larguei o papel e a caneta,
pois todas expressões acabavam em
infinitos indescritíveis.
A linha tênue entre o tudo e nada,
mas o poeta só se encontra ao lápis
quando a tempestade clara.
Todo dia uma nova história,
e em todo lugar, o desejo de novas memórias.
Sinto essa ansiedade de sentir,
pois parece ser possível,
e nela me perco, entre desejos e verdades.
Crio histórias de amor inventadas,
entre pessoas que já se encontram criadas,
admiro a beleza das raras e infinitas possibilidades
em romances que talvez nunca deem as caras.
Um aventureiro em uma nova jornada,
ressignificando e interpretando coisas tão normalizadas.
Eu entendia todo o mundo
e agora não conheço as fórmulas básicas.
Sinto falta de momentos e sentimentos,
pela primeira vez,
não pessoas.
Me escondo em sexo, desejos e outros calores,
pra tentar compensar tudo isso,
idealizo o sentido em outros amores,
na esperança de que um dia o encontre
em mim.
Sei que está aqui dentro em algum lugar,
já me mostraram há um tempo atrás,
e por mais paradoxal que seja
a necessidade de alguém,
para o amor próprio,
sim, eu ainda sinto,
eu sinto o muito,
sim, eu ainda
sinto o mundo.
VOCÊ ESTÁ LENDO
(H) Arts
PoesieUm cofre poético do qual a chave se perdeu em um mar de sentimentos.
