Ah, se o tempo pudesse passar
não só em memórias e no ver,
se pudesse existir, sem para contemplar ser.
Se no tempo pudesse voar,
eu me levaria de novo para aquele lugar.
Flutuar pela primeira vez, novamente,
nas sensações que o tempo tende a manter.
Respirar novamente aquele ar,
que quem sabe,
faça o mundo não cabar.
Me curvei ao passado e nunca mais consegui me levantar.
As linhas dos absurdos infinitos
contemplam a miséria desse tentar
descrever
viver
e morrer.
Oh, céus.
A realidade é o achar saber.
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(H) Arts
PoesiaUm cofre poético do qual a chave se perdeu em um mar de sentimentos.
