Tento lavar minha alma,
mas sei que ainda não existem desculpas,
que consigam até o perdão chegar.
Eu nunca sei mais
se estou no caminho certo
quando mais nenhum deles
me levam até você.
E foi uma tolice tentar limpar seu rosto,
quando as impurezas de minha pele
nunca sentiram o meu tocar,
pela minha ignorância,
péssima infância,
ou sei lá,
qualquer que seja a mudança,
que nunca cresceu,
naquela criança,
e viveu em minhas piores escolhas
destruindo o meu amar seguro
pelas minhas próprias inseguranças,
e eu me arrependo de tanta coisa
mas essas mudanças nunca aconteceriam
se eu tivesse ganhado as esperanças
e olho para o hoje como uma bela lembrança
de um dia que seria especial mas que se perdeu
em uma vaga e intermitente mudança
que eu não sei explicar como aconteceu,
o que se corrompeu,
o que eu fiz, meu deus,
mas toda essa dor existe,
então eu mereço a maldição de prometeu,
pelos filhos meus que um dia tiveram nome,
eu jamais seria capaz,
de no ontem machucar
o meu amanhã,
mas fui,
e espero que um dia essa ferida
possa cicatrizar, se curar, se apagar,
e se recordar,
que o homem por trás da lâmina,
também chora ao lembrar de te tocar,
que nosso futuro desenhado,
tinha os traços do paraíso.
E se eu pudesse mudaria o fim,
não pra um em que fosse um novo início,
mas para onde nossos silêncios se consentissem,
onde as memórias não seriam argumentos,
e palavras nãos surgiriam a todo momento,
tentando nos diálogos do passado
se encaixar,
não consigo tornar o fim um fim,
quando eu ainda penso
que poderia mudar
todos os meus silêncios
poderiam palavras se tornar
e todos os meus gritos em fúria
poderiam um nada virar,
se pelo menos minha voz saísse
sem meu coração estourar e
eu não consigo lavar meu rosto,
sem se lembrar
do homem que não fui,
e agora vive
sem te amar.
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(H) Arts
PoetryUm cofre poético do qual a chave se perdeu em um mar de sentimentos.
