Uma névoa intensa por todos os cantos,
mais um ano, mas em muito tempo,
um novo.
Como acordar de um coma,
em um futuro distante,
o passado, eu conheço,
o futuro, me assusta,
o presente, é viver,
tentando entender.
Em tempo,
eu não sei o que quero que me espere,
nesse novo tempo.
Há tantas bagagens pra serem carregadas,
mas piso descalço nesse novo ano,
e que todas as roupas brancas sujas,
permaneçam no chão
do vermelho e escuro quarto 24.
Nunca estive com tanto medo,
nunca estive nesse momento,
no nunca, além do pra sempre,
novos 365 dias, para que eu possa,
quem sabe, voltar a acreditar,
que existe o novo, o feliz, e os anos.
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(H) Arts
PoesiaUm cofre poético do qual a chave se perdeu em um mar de sentimentos.
