Normalmente destruído,
fragmentado em caos,
calmamente aceito meus pedaços.
Sentimentos pela metade.
E poemas também.
Não consigo entender a linha de meus pensamentos,
ou em qual tempo se passam.
Pareço sentir,
pareço viver,
pareço mentir.
Nada verdadeiro.
Quanto caos. Quero explodir
em sentimentos tão bons
como a mentira do prazer.
Sentir o proibido
como aquilo que não deveria ser.
Moralmente falando, imoral.
Eticamente falando, antiético.
Socialmente falando, cuzão.
Humanamente falando, humano.
Somos animais
negando nossas essências,
a chamando de evolução,
ainda assim,
apenas mudanças.
Me sinto como
um pecador idealizado
condenado pelos sentimentos
que sempre me perturbaram.
Entro aqui
finalmente
no que acredito ser
a justificativa dos meus pecados.
Tudo acompanha um vazio
do qual não consigo fugir.
acordar com
estar com
conversar com
Sinto, não tenho como preencher.
O defeito está nos meus olhos.
Pessoas parecem poucas,
Ou poucas parecem pessoas,
Parecem pessoas, aquelas que as peço.
Sempre foi assim,
apenas eu.
Talvez não sentisse isso antes,
ou não entendesse,
Escrevi, há muito tempo
"Eles só lidam
em vão.
Com sentimentos que
sem consentimentos
me arrastam para o
chão."
Sozinho, me sinto sozinho,
e não deveria isso ser tão forte.
Sentir a realidade, e a real idade
dos pensamentos que me matam.
Eu poderia continuar
escrevendo
até chegar em você
mas ainda assim
existiria essa solidão.
Que abismo.
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(H) Arts
PoesíaUm cofre poético do qual a chave se perdeu em um mar de sentimentos.
