Como um parasita, sempiterno, de efeitos ininterruptos,
atracado em todos os circuitos de meu cérebro,
controlando meus movimentos e pensamentos.
Minha mão se move por si só,
e meus pensamentos justificam como instinto.
Coloco suas faces em todos os lugares,
na tentativa de as tirar de mim.
Nos dias calmos, escuros e chuvosos,
desenho seu rosto bonançoso em monitores,
enquanto condensa na janela,
as memórias de nosso calor.
Quando mais perto o sol de minha pele,
sinto o gelado do verão e do álcool,
enquanto na areia quente meus passos acidentalmente
formam sua face em sorrisos.
No inverno de meu coração,
empunho todas as ferramentas que guarda esse quarto escuro,
e caminho em montanhas de neve,
moldando a ideia de seu rosto no rochoso horizonte,
sem jamais poder te ver.
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(H) Arts
PoésieUm cofre poético do qual a chave se perdeu em um mar de sentimentos.
