Se exalam pelo ar que corre,
suspiro, suspiros dos mares, distantes,
chegam até as docas, marés, mensagens e ares,
todas altas passam e se dissolvem por mim.
Gotículas de água em minha pele,
o vento passa pelos meus rins,
dos pulmões, aos meus fins,
dos respiros, aos jardins,
da metáfora
à da verdade os confins.
Conchas brancas e rosas na areia dourada,
ignoradas pela gravidade e o magnetismo,
pelo mar e pelo capitalismo,
refletem as cores da casa do sol do fim da tarde,
no céu de pó em areia branca.
Conchas e o mar,
sinto a maresia,
só de lembrar.
