Ando descalço, pisando em pedras com cuidado,
com medo de que se partam,
como fiz com seu coração,
como fez seu coração
ao partir,
me partir,
quebrar-se ao amar pela última vez.
E aqui me encontro novamente ao mar
pensando sobre todos os erros, medos e saudades,
segurando em nossas memórias,
por outras mãos.
Estranho, ser desejado e se sentir amado,
estranho, não se sentir estranho,
estranho, sermos estranhos agora,
enquanto estranhos se molham em meu suor.
Mesmo quando não tenho mais ar,
mesmo ao sentir seu coração puro,
mesmo ao ouvir que é minha,
linhas retas,
me levam para outros amares.
O homem que você me fez,
matou a criança que você destruiu,
e vaga pelo deserto,
longe de outros mares.
