Cobra
Quanto mais eu rezo mais o diabo atenta, e mais uma vez ele veio em forma de mulher.
Tava de boa com os mano tomando uma gelada esperando o momento certo de inventar uma desculpa e tentar arrastar a Helena pra minha sala e mandar a real de vez pra ela, mas a filha da puta nem me deu moral quando chegou quase meia hora depois que eu vim.
A Jessica, irmã do L7, veio praticamente arrastando ela que chegou com a cara mais fechada que nunca e se jogou na primeira cadeira vaga que viu, bem na minha frente.
Continuei em pé fumando e passando visão pros muleque mas também prestando atenção na minha gata mesmo ela nem olhando na minha reta. A Jéssica falava pelos cotovelos contado umas das merdas que ela faz por aí e a Helena só ouvia e fazia careta quando era alguma coisa muito absurda, vez ou outra ela dava uns conselhos pra doidinha e por incrível que pareça a Helena estava mais solta, conversando e até vi ela tomando um gole da caipirinha de morango que a Jéssica tinha pedido pra ela pra provar.
Tava a ponto de chamar ela e inventar uma desculpa quando o diaba chegou me pegando pelo pescoço. Porra mano, coisa que eu mais odeio é essa mina achar que tem essa Intimidade toda.
A vontade é jogar longe, mas eu tenho o mínimo de educação tá ligado.
— Deixa Eu te falar Um Bagulho aqui rapidinho. — peguei no braço dela e puxei pro canto perto de um carro. Ela veio toda sorridente achando que tinha ganhado a atenção que queria
— Vou te mandar o papo a última vez, não vou fazer você passar vergonha mas a minha vontade e essa.— empurrei ela no muro e ela já começou a chorar quando bateu a cabeça. — para com o show que isso não me comove. Agora escuta, você não é minha mulher, eu não quero essa parada de ficar me agarrando em público e nem nunca. Já te avisei que acabou parceira, não quero mais te comer não. Arruma outro pra te bancar, segue teu rumo se não eu vou tomar atitude que tu não vai curtir.
— Pra que isso cara, tu sabe que eu tô sempre aqui quando quiser. Só queria que você enxergasse isso po.
Ela começou a chorar mas eu já estava vacinado com essa garota. Só tava atrás de patrocínio e sentava pra quem abrisse mais a carteira
— Vanessa, última vez que to falando namoral contigo, esquece que eu existo. Se tu aparecer na minha frente de novo vou te dar um tratamento Especial. — falei puxando o cabelo dela pro lado e ela chorou ainda mais.
— Isso tudo é por causa daquela piranha da Helena né? Eu vi como você tava olhando pra ela. Fala sério Cobra…
Peguei no pescoço dela e apertei até começar a ficar roxa e ela começou a bater no meu braço tentando se soltar
— Eu tava tentando ser maneiro e falar numa boa contigo, mas aí você vem falando merda e fode tudo. — apertei mas o pescoço e a empurrei no muro de novo colocando o dedo na cara dela — a próxima vez que eu ouvir o nome dela saindo da sua boca ou de qualquer uma das putas que andam contigo eu vou levar pro micro-ondas. Não vai ter conversa. Tá me entendendo?
Ela concordou como pôde e continuou batendo no meu braço até eu soltar e ela cair no chão puxando o ar com dificuldade.
— Estamos entendidos então. Passar bem!
Dei as costas e voltei pro bar vendo que a Helena não tava na cadeira de antes e comecei a procurar em volta.
— Tua irmã vazou? — perguntei pro Sorriso que tava calado ao lado do L7
— Foi assistir o futebol dos mano, a Jessica arrastou ela. — ele Deu risada mas eu não achei a menor graça
Os cara tudo sem camisa e ela olhando, mas nem fudendo.
Sai dali a mil e fui em direção a quadra que não ficava longe, o jogo tava pra começar e eu entrei no meio mandando o muleque sair pra eu jogar no lugar. E aí dele se reclamar.
Olho em volta e vejo a Helena sentada perto da Barriguinha de cachorro quente junto com a Jessica que tava devorando dogão e a Helena segurando um guaravita pra ela.
Fui na direção dela que já tava me olhando com a cara de paisagem que me faz ficar puto.
Tirei a camisa e a pistola na cintura E assim que cheguei na frente ela estendi pra ela.
— Segura aí pra mim, vou fazer uns gols ali pra tu.
Ela não ia pegar então eu coloquei no colo dela e aproveitei pra dar um cheiro no seu pescoço, vi quando ela se arrepiou e dei uma piscada pra provocar ainda mais a gata arisca que ela era e sai em direção ao campo.
— Você me paga, Cobra.— ela disse pra mim e eu dei um sorriso gostando daquela provocação.
— Você sabe que tô doido pra pagar.— Falei um pouco mais alto pra ela ouvir e passei a pão no peito vendo ela acompanhar com o olhar. Dei uma risada e vi quando ela balançou a cabeça negando e deu um sorriso.
E que sorriso... foi a primeira vez que ela sorriu pra mim de verdade, nada de deboche ou provocação. Ela sorriu pra mim!
Porra, ali eu me perdi legal.
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Mente Criminosa
Fanfiction🎶Redescobrindo meu eu, eu perguntei para Deus Porque me deu o livre arbítrio de escolher o que é meu Porque o senhor me escolheu? Se quem tinha que escolher era eu Se carregava ou não o fardo de ter que ser um dos seus Não sou rosa, não sou pura Nã...
