Capitulo 146.

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Bella Dalot, Narrando.

Não estava conseguindo conseguindo dormir de jeito nenhum, deitada me dá falta de ar, a barriga enorme incomoda, sentada doi minhas costas e ainda estou sentindo algumas contrações nada

Eu já andei por esse quarto inteiro e o Bernardo segue dormindo igual uma pedra, isso é tão injusto, mais tão injusto.

Sendo que daqui pra frente, eu vou ter milhares de noite sem dormir.

E justo hoje que eu teria que dormir bem, porque no final da tarde, eu marquei a minha cesárea, meus amores chegam ao mundo, e eu simplesmente não consigo dormir.

Eu completo quarenta semanas hoje, três de setembro.

Depois de caminhar pelo quarto, eu volto para cama, são exatamente, quatro e cinquenta e cinco da manhã.

— Vocês poderiam deixar a mamãe dormir nem que seja um pouquinho né minhas vidas. — Jajá vocês estão aqui com a mamãe e eu vou precisar me dedicar a vocês e tenho que estar descansada. - digo fazendo carinho na minha barriga.

Ajeitei meus travesseiros, fiz uma montanha atrás de mim e apoiei minha cabeça e fechei os olhos na intenção de dormir.

Alguns minutos depois, eu sentir minhas pernas molhadas.

Abri meus olhos e a cama, tava toda molhada, mas eu não estava com vontade de fazer xixi.

Meu Deus, minha bolsa estorou.

— Bernardo. - chamo. — Oh amor acorda, minha bolsa estourou.- sacudo ele.

— Que bolsa Bella? — Ta ta mais tarde, eu compro outra, vai dormir.- diz virando pro outro lado.

— Os gêmeos vão nascer, Bernardo, para de ser tapado e acorda e me leva pra maternidade. - digo.

— Que? - pula da cama. — Você tá bem amor? — Tá sentindo dor? - pergunta todo acelerado. — Eu vou pegar as coisas de vocês, mas antes eu tenho que te ajudar a trocar de roupa, é isso não é? - diz.

— Bernardo, você tá afobado, eu tô bem, minhas contrações estão espaçadas. - digo. — Bernardo, pelo amor Deus, se acalma, se veste, me leva pro hospital, eu tô com um vestido já, as coisas já estão no carro coloquei ontem.- digo.

— Tá, vem. - me da a mão. — Desculpa amor, eu tô nervoso.- diz e eu do risada.

— É , eu tô vendo. — Se acalma ta ? — Liga pra minha medica amor. - peço.

Quando estavamos preste a sair do quarto, meu pai entrou no mesmo.

— O que estava acontecendo?- pergunta.

— Minha bolsa estourou, pai. - digo.

— Agora? — Nós vamos pro hospital, isso sim.- ele diz nervoso igual o Bernardo.

Agora eu entendi porque minha mãe só teve um filho com ele, no caso, eu mesma.

— Ei não precisa ficar nervoso os  dois, eu tô bem. - digo calma. — Preciso avisar a minha médica.

— Vocês dois, saiam daí, vão deixa ela nervosa.- Minha mãe diz entrando no quarto. — Bernardo, você vai ligando o carro, e você, Diogo ajuda ela a descer.- diz.

—Obrigada mãe. — Pega meu celular pra eu poder avisar a doutora.- peço.

— Tá, eu aviso, você se preocupa em descer.- ela diz.

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