Anallu Santos, narrando.
Quando a gente vira mãe parece que a gente esquece de si mesma né? Mas eu tô aqui tentando de tudo para cuidar de mim, para eu me sentir mais bonita, de bem comigo mesmo, tentando ter momentos especiais com o Caio, mesmo que seja pequenos momentos, porque as meninas vão fazer três meses, então estamos ajustando as coisas devagar por aqui.
Ainda estamos sem babá, estamos tentando ao máximo perder a dependência dos nossos pais, embora meus pais e os pais dele também nos mandam nossa mesada todos os meses, mas estamos evitando esbanjar tanto com dinheiro, e por enquanto eu consigo mesmo com todas as dificuldades dar conta da Tonton e da Cathê.
Após massagem, me sinto até mais leve, para enfrentar o resto do dia e a madrugada longa com as minhas garotinhas.
Antonella estava quietinha no carrinho, então fui dar banho e ajeitar a Catharina, em seguida fiz o mesmo com ela, dei mama para as duas e agora, vamos passear pelo condomínio, já é final de tarde.
Já é rotina, sair andando com elas pelo condomínio, caminhamos um pouco, ficamos um pouco na pracinha, e elas voltam dormindo.
Peguei a bolsinha delas que eu sempre carrego, por conta de alguma emergência e saimos de casa.
Poucos minutos depois de sair de casa, ainda no final da quadra onde moro, avistei a minha irmã com o Liam, aparentemente ela está voltando do passeio.
O Liam ta lindo, grande, uma gracinha.
Mais desde a briga na casa do papai, não conversamos, não nos vimos, porque a Luna me evita o máximo e mesmo morando de frente uma pra outra, tem mais ou menos um mês que ela se mudou, e é a primeira vez que eu estou vendo ela.
Estamos no mesmo lado, em direção opostas.
E quando a aproximação entre a gente vai ficando maior, eu vejo e percebo que a Luna vai atravessar a rua.
— Luna, não faz isso, por favor.- Digo alto, quase como um grito de desespero. — Vamos conversar, por favor.- digo me aproximando dela.
—!Não tenho nada pra conversar com nenhum de vocês, o caminho tá livre, com licença, Anallu.- diz totalmente fria.
— Luna, espera, por favor. - peço e agarro o braço dela, que puxa com brutalidade.
— Já falei, não tenho nada pra conversar com você.- é grossa.
— Me desculpa Luna, eu não queria falar do Liam, ta legal? - Digo. — Eu errei. - assumo. — Falei sem pensar, no calor do momento.-falo.
— Você só falou aquilo que seu coração tá cheio, então eu e meu filho, vamos ficar longe. - diz sem me olhar. — É vocês lá e nós cá.- diz. — Se quiser pode escolher outra madrinha pra Catharina. - diz e me dói o coração.
— Não eu não quero outra madrinha pra ela, a madrinha dela é você,Luna. - digo firme. — Eu só queria te machucar por tudo que eu tava sentindo Lu, eu amo meu sobrinho e te amo também.- digo.
— Para de ser sínica, Anallu. - diz elevando um pouco a voz. — Você não mediu esforços pra me ofender e ofender meu filho, agora o caminho pra livre pra você e pro Bernardo, eu não tô mais no meio de vocês, não era isso que vocês queriam? - diz. — Agora vocês tem, nem eu ou Liam, vamos roubar atenção do papai de vocês e do seus filhos. - diz. — Arruma outra Anallu, não vou participar de nada da família, agora a família é sua e do Bernardo.- diz fria.
— Luna, por favor, para isso. - peço. —Você é importante, e parte da familia como qualquer outra pessoa. - digo. — Eu sempre me sentia excluida pelo papai, eu queria que ele me enxerga-se , e a mamãe sempre foi meu porto seguro então, e saber naquele momento que ela estava grávida, eu me sentir ameaçada, eu sentir que eu ia voltar pro escanteio de novo, agora pelos dois.
— Eu sei que eu já vou fazer 19 anos, tenho filho e família, mas você sabe que eu sempre fui sentimental, Luna. —Nunca fui a parte racional da nossa familia. - explico.
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Legados.
Fiksi PenggemarEm um universo onde os laços do amor são tão complexos quanto os laços de família, várias histórias se entrelaçam. Casais enfrentam romances intensos, desencontros dolorosos e traições inesperadas, enquanto brigas e separações testam seus limites. C...
