Capitulo 158

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Isis Martinelli, Narrando.

Mais uma vez sozinha, na reta final da grávidez, Benício simplesmente sumiu.

Então, decidir assistir um filme, tentando me distrair a mente da ansiedade que eu sentia em relação a chegada do Léo, que literalmente pode nascer a qualquer hora.

Porque nesses últimos dias, eu ja fiz tudo que eu poderia nos ultimos dias, arrumei a nossa mala maternidade, o quartinho dele, as roupinhas, tudo, tudo mesmo.

Então, o que me restou é assistir um filme, e tentar lidar com a ansiedade que vem me causando insônia.

Até que no decorrer do filme sentir uma leve pressão na minha barriga, mais com certeza não deve ser nada.

Apenas acariciei ela, conversando com meu Léo, e seguir assistindo meu filme.

Mais os minutos iam se passando, e o desconforto virou contração.

— Não.. — Não, isso não pode ta acontecendo.- digo acariciando a minha barriga. — Filho, estamos sozinho. — Não é o momento. - digo quase chorando.

Lembrei de alguns exercícios de respiração, que a minha médica, minha fisioterapeuta, me ensinaram, e eu fiz, e Logo as contrações passaram.

Mas foi questão de segundos, para elas voltarem ainda mais forte, eu voltei a fazer o exercício de respiração, e as lágrimas escorriam pelo meu rosto.

— Isis, você consegue, ok? - digo para me mesma. — É pelo seu menino, pelo seu Léo.- digo.

Mesmo com toda dor, subi até o meu quarto e o do Léo, peguei as nossas malas.

E fui pegar meu celular, para tentar ligar para o Benício, em meios as contrações e lágrimas.

Meu Deus, e parecia inútil, o Benício, não atendia de jeito nenhum, eu ficava desesperada, porque eu só conseguia imaginar, que eu e Meu filho, iamos morrer aqui dentro dessa casa, porque eu não sei se eu vou aguentar.

Inistir mais algumas vezes e até que o Benício atendeu, ou melhor, eu pensei que era ele, até ouvir a voz de uma mulher do outro lado da linha.

— Eu quero falar com o Benício, por favor.- peço educadamente.

— Ele tá ocupado no momento e você quem é?- pergunta.

Mais é muita audácia.

— Eu sou a mulher dele, eu preciso falar com o Benicio.- Digo.

— Desculpa, mas não vai ele tá ocupado e se for importante liga outra hora, no momento ele não vai.- Diz.

— Ocupado te comendo, puta? - grito. — Passa o telefone pro meu marido, eu preciso dele, meu filho vai nascer.  - digo.

— Ele está no banho, acabou de chegar do treiro e isso é um problema seu e do seu filho, vai pro hospital sozinha , ele tá ocupado, e nem quer esse filho e nem te aguenta de tão chata. - ela diz.

Eu não consigo responder mais nada, só desligo meu celular.

As contrações, aumentam cada vez mais, e eu choro descontroladamente, enquanto mando uma mensagem para Aurora, que é a primeira pessoa que eu vejo na minha frente no WhatsApp, pedindo para ela avisar a minha mãe, que eu estava indo para o hospital, e que eu precisava dela.

Eu chamei um táxi, porque hoje eu não poderia ter medo, e graças a Deus, não demorou.

E estou aqui, a caminho do hospital, sentindo muitas dores, cada minuto que passa, as contrações parecem voltar piores, e eu não posso vocalizar, por estar num táxi.

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