Capítulo 59

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Desligando a televisão da sala de estar e passando as mãos no rosto, Christopher respirou fundo. Já passava das duas horas da manhã e ainda não havia conseguido adormecer. Com o volume de trabalho tendo aumentado naquelas últimas semanas e sentindo-se ansioso com tudo o que acontecia em sua vida há meses, começava a sentir que seu sono era cada vez mais afetado e aquilo lhe irritava.

Há um mês e meio havia se distanciado ainda mais da esposa e apesar de ela estar lhe respeitando, sabia o quão incomodada ela estava com aquilo. Até aquele momento não tinha a intenção de voltar a se aproximar e provavelmente só o faria se ela lhe desse certeza de que estava disposta a lutar pelo relacionamento caso contrário se manteria afastado assim como ela havia pedido antes e a única ligação que teriam seria pelo filho.

Mal conseguia acreditar que o desejo de estar casado com ela havia se tornado realidade e se arrependia amargamente por ter tornado aquilo um pesadelo. Dulce sempre fôra seu grande amor e lhe irritava lembrar como havia desconfiado dela sem nem pensar duas vezes.

Ucker: O Christopher de anos atrás teria te batido tanto, Uckermann... (resmungou para si mesmo)

Fechando os olhos, não conteve um leve sorriso ao lembrar de sua adolescência ao lado de Dulce. Havia sido uma das fases mais felizes de sua vida e se pudesse com certeza voltaria no tempo.

Flashback – 14 anos antes...

Christopher sorriu enquanto observava Dulce morder a tampa da caneta. Era início da tarde de quinta-feira e logo após o almoço estavam em seu quarto estudando e finalizando um trabalho escolar. Há três meses havia a conhecido e desde então não conseguira mais desgrudar dela. Gostava das conversas que tinham e do tempo que passavam juntos nos intervalos entre as aulas e não se importava com o que os amigos resmungavam sobre estar próximo a uma pessoa de classe social inferior.

Naquelas últimas semanas haviam trocado mais alguns beijos e percebia que ficava cada vez mais difícil esconder o que sentia por ela.

Ucker: Por que tem que ser tão linda, hein?

Vendo-a corar, Christopher riu e tirou a caneta da mão dela, deixando-a sobre a escrivaninha.

Ucker: Quero um beijo.

Dul: Alguém pode entrar... (murmurou e o viu negar com a cabeça)

Ucker: Estamos sozinhos. Quer dizer, apenas os empregados estão aqui, mas todos estão devidamente concentrados em suas funções e os meus pais não estão aqui. Se você concordar, posso fechar e trancar a porta...

Com Dulce acenando em concordância, Christopher rapidamente levantou da cadeira em que estava e fechou a porta para então puxá-la para si, unindo seus lábios aos dela em um beijo calmo. Percebia que ela também estava cada vez mais entregue e gostava daquilo. Era bom saber que estavam na mesma página em relação a sentimentos e estava ansioso para saber onde aquilo poderia levá-los.

Descendo suas mãos até a bunda dela, Christopher apertou a região, gemendo baixo junto com ela enquanto intensificava o beijo. No dia anterior quando lhe deixara em casa, havia avançado um pouco mais nos carinhos que trocavam durante os beijos e como ela não reclamara, imaginava que ela não se importava com tais carícias.

Deslizando os lábios e chupando a pele do pescoço feminino, sentindo ela puxar seus cabelos enquanto suspirava, voltou a beijá-la na boca, encaminhando-a para a cama e deitando por cima dela, sentindo as pernas femininas entrelaçarem em seu quadril e fazendo com que suas intimidades se tocassem por cima das roupas que usavam. Estava nervoso por estar avançando daquela forma e por mais que estivesse ansioso para descobrir como era o sexo com ela, jamais a forçaria a seguir em frente.

Endless Love - VondyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora