Capítulo 79

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Ucker: A minha filha precisará de UTI, incubadora ou algo do tipo?

Vendo a médica negar com a cabeça enquanto finalizava o ultrassom, Christopher respirou fundo, sentindo-se um pouco mais aliviado. Estavam há cerca de três horas no hospital e perdera a conta de contas exames já haviam feito na esposa.

Médica: Ao que tudo indica não, mas não posso te dar certeza, Sr. Uckermann. Ela será prematura, mas já está completamente desenvolvida. Por hora te digo que o colo da mamãe e muito leite irão bastar. Quando a avaliarmos após o nascimento conseguiremos lhes direcionar melhor com os cuidados que precisarão ter.

Com a médica saindo do quarto pouco depois, Christopher voltou a se aproximar da esposa, lhe dando um beijo demorado na testa. Até aquele momento ela não reclamara de fortes contrações e estava um pouco receoso de como tudo seria quando o processo de parto realmente evoluísse.

Ucker: Tudo bem?

Dul: Sim. Você está bem? Está mais calmo?

Ucker: Um pouco e me desculpe por estar tão nervoso. Eu queria estar mais tranquilo para ser um bom suporte para você, mas não consigo.

Dul: Eu sei e está tudo bem. Aurora nos pegou de surpresa quando surgiu em nossas vidas e agora no nascimento não seria diferente, não é?

Ucker: Eu tenho até medo de pensar nos sustos que ela nos dará na adolescência.

Dulce riu ao escutá-lo resmungar e deu de ombros enquanto deixava-se pensar naquilo também. Mal podia acreditar que enfim teria a filha nos braços e tudo o que queria era aproveitar ao máximo aquela nova fase.

Dul: Eu fui uma boa filha durante a adolescência, mas segundo a sua mãe, você foi um péssimo filho por ter se relacionado comigo.

Ucker: Será que eu serei igual a minha mãe odiando os namoradinhos da minha bebê?

Dul: Eu tenho certeza que sim. (riu ao vê-lo fazer uma careta) A fruta não cai longe da árvore, meu bem.

Ucker: Pois eu espero que você esteja errada e espero também que a nossa frutinha caia bem longe da avó paterna dela.

Dulce sorriu negando com a cabeça e lhe deu um selinho para então pedir ajuda a ele para que pudesse levantar da cama. Ainda não sentia fortes contrações e sabia que precisava se movimentar.

Dul: O seu presente está prestes a chegar então isso significa que eu também irei ter um presente. (brincou fazendo-o rir e assentir)

Ucker: Eu tenho dois presentes para você! E a sua sorte é que um deles eu coloquei na minha mala quando a arrumei na noite passada.

Dul: Dois presentes?

Ucker: Achou pouco? (brincou fazendo-a rir)

Dul: Acho que eu mereço, não é?

Ucker: Merece sim! Mais tarde eu te dou o que eu pude trazer, mas o outro acho que já posso falar, até porque não tenho exatamente como dá-lo.

Dul: Hum? (franziu o cenho e o viu se afastar para pegar o celular que deixara no sofá do quarto)

Ucker: Talvez eu leve alguns bons tapas, mas eu não ligo.

Estreitando os olhos, Dulce pegou o celular que ele lhe estendera, lendo o arquivo que ele havia aberto.

Dul: Você comprou uma casa?

Ucker: A sua antiga casa! (a corrigiu, vendo-a arregalar os olhos)

Dul: Mas... Por que? A outra casa em que eu morava com a minha mãe já está alugada e eu não preciso de mais uma casa.

Endless Love - VondyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora