Ilha do Templo do Ar
Bara: Partimos amanhã, e todos já estão com as malas prontas...
Seus pensamentos foram interrompidos quando Opal pousou em seu caminho.
Opal: Bara! Ouvi dizer que você voltou! — disse, com alegria, abraçando-o com força.
Bara retribuiu o abraço com um sorriso.
Bara: Oi, Opal. Que bom te ver. — Ele se afastou um pouco. — Ouvi dizer que seu treinamento evoluiu bastante.
Opal: Não quero falar sobre isso. Você está bem? — perguntou, apressada.
Bara arqueou uma sobrancelha.
Bara: Estou aqui na sua frente, andando e respirando. — Ele deu um leve peteleco na testa dela. — Claramente, você continua a mesma.
Opal bufou.
Opal: Eu estava mesmo preocupada com você. Todos nós estávamos.
Bara: Eu sei — suspirou. — Todo mundo diz isso. Mas estou bem. Aliás, estou partindo numa missão para a Cidade Roku. Parece que estão enfrentando um problema espiritual por lá.
Opal: Eu vou com você. Quando partimos? — anunciou, determinada.
Bara: Você age assim com seus irmãos também?
Opal: Claro que sim. Se algum deles desaparecesse e depois voltasse dizendo que vai sair em uma missão, eu também insistiria em ir junto — respondeu, séria.
Bara deu de ombros.
Bara: Quanto mais gente, melhor. Partimos amanhã. Pode vir comigo, com o Tenzin e a família dele até o porto. E, caso não saiba, Hong Li, Mako e o Príncipe Wu vão nos acompanhar. Agora, se me der licença...
Opal: Nada disso. — Opal o agarrou pelo braço, começando a arrastá-lo de volta para o templo. — Você vai me preparar um chá e contar tudo o que aconteceu.
Bara: Ok, talvez você tenha mudado. Está definitivamente mais mandona do que eu lembrava — resmungou.
Porto da Cidade República
Bara, Opal, Tenzin e sua família chegaram ao porto e encontraram Ling conversando com uma jovem de aparência imponente. Ela usava um robe sem mangas típico da Tribo da Água, combinado com uma calça preta. Seu longo cabelo castanho estava preso em um rabo de cavalo. A pele bronzeada contrastava com os olhos incomuns, de pupilas avermelhadas. Nas costas, carregava uma espada da Tribo da Água e, nas laterais, dois leques pendiam presos ao cinto.
Bara: Ei, quem é aquela? — perguntou, curioso.
Tenzin: Aquela é a Sukka — respondeu.
Bara: Então a soltaram. E eu nem tive tempo de contar o que descobri no Coração do Mundo... — comentou, surpreso.
Tenzin: Minha mãe intercedeu por ela diversas vezes no último ano. Alegou que sua mente havia sido corrompida, mas agora está clara. Tonraq aceitou liberá-la sob liberdade condicional. Mas não sei por que ela está aqui.
Sukka então os notou e se aproximou, parando diante de Bara com uma reverência respeitosa.
Sukka: Sinto muito por tudo que fiz a você e aos seus amigos. Entenderei se nunca puder me perdoar, mas recebi ordens para acompanhá-lo nesta missão.
Bara arqueou a sobrancelha.
Bara: Ordens de quem?
Sukka: Da minha tia-avó Katara. É uma forma de reparar os erros que cometi — respondeu, firme.
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Dois Avatares?
FanfictionAo longo da história, sempre existiu um Avatar, não é mesmo? Na Tribo da Água do Sul, o Lótus Branco encontra uma garotinha com uma habilidade impressionante para dobrar água, fogo e terra. Poucas semanas depois, um Grande Mestre do Lótus Branco inv...
