Coração do Mundo

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Em Algum Lugar no Coração do Mundo, 9 Meses Desde o Início...

Os quatro dobradores haviam encontrado uma nova sala segura, onde Bara treinava as crianças enquanto Iroh permanecia à porta, atento a qualquer sinal de perigo. Até aquele momento, haviam aparecido pessoas da Tribo da Água, do Reino da Terra e da Nação do Fogo. Entre eles, havia soldados, generais, dobradores, não-dobradores e mestres. Curiosamente, não havia Nômades do Ar, e Kou não parecia alguém que respeitasse o modo de vida do povo do ar.

Bara: Comecem. — declarou.

Harra levantou uma pedra e a lançou em direção a Kai. Ele desviou para a direita e avançou com o bastão em punho. Rapidamente, ela ergueu uma parede de terra e a empurrou contra o dobrador de ar. Ele saltou por cima e, com um golpe de ar, derrubou Harra. Ela afundou os pés na terra, escorregou e parou.

Bara: Harra, os dobradores de ar jogam na defesa e evitam o que não conseguem repelir. Como dobradora de terra, você precisará antecipar os movimentos deles ou atacá-los mais rápido do que eles conseguem desviar. — explicou.

Harra assentiu e levantou três pedras. Com precisão, lançou-as contra Kai. A terceira acertou-o diretamente, derrubando-o contra a parede.

Bara: Kai, os dobradores de terra são sólidos como rocha. É difícil derrubá-los quando estão firmes no chão. Eles também são equilibrados, podendo atacar e defender com igual habilidade. Use sua velocidade e manobrabilidade para compensar a força deles.

Kai sorriu e se abaixou para esquivar das pedras que vinham em sua direção. Em seguida, varreu as pernas de Harra com uma lâmina de ar, derrubando-a no chão. Ele correu rapidamente e, antes que ela pudesse se levantar, apontou seu planador para baixo, imobilizando-a.

Bara: Kai venceu. — declarou.

Kai guardou o planador e estendeu a mão para a pequena garota.

Kai: Você é muito talentosa para alguém tão jovem.

Ela pegou a mão dele e se levantou, sorrindo.

Harra: Obrigada. Logo, talvez eu até consiga te vencer.

Kai deu uma risada e brincou, esfregando a cabeça dela.

Kai: Só nos seus sonhos.

Iroh se aproximou.

Iroh: Bara, posso falar com você um minuto ali na porta?

Bara: Claro. — Ele se virou para as crianças. — Vocês dois vão praticar na parede de trás.

Eles saíram para obedecer, e Bara seguiu Iroh.

Bara: O que você quer me dizer?

Iroh: Queria falar sobre nós quatro. Já se passaram oito meses, pelo que percebo, e nada mudou em nenhum de nós. Nenhum crescimento, nem altura, nem cabelo... nada. — declarou.

Bara assentiu.

Bara: Eu percebi isso. Você acha que pode ser causado por este lugar? Que talvez ele não apenas funcione com uma linha do tempo diferente, mas que todos os seres físicos aqui não envelheçam?

Iroh: Provavelmente. Mas isso levanta a questão: o que acontece quando saímos daqui? Nossos relógios internos vão se ajustar ao mundo real ou só começarão a funcionar fora daqui? Eu sei que não queremos pensar no tempo que passou lá fora, mas isso pode ser um problema.

Bara acenou.

Bara: Tenho pensado nisso, e não sei se podemos aplicar o multiplicador máximo ao tempo que passamos aqui. Claro, Zagi morreu no Coração do Mundo, mas aquela garota que Wan encontrou tinha cerca de cinco ou seis anos, no máximo.

Dois Avatares?Histórias para pegar e não largar. Descubra agora