Os Espíritos Selvagens

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Prefeitura

Korra, Bara, Wu, Tenzin, Izumi (a Senhora do Fogo) e Shu estavam sentados à mesa. Lin permanecia atrás de Tenzin, Mako atrás de Wu e Iroh atrás de sua mãe. Varrick, Zhu Li e Bolin observavam a reunião de uma distância respeitosa.

Shu: Precisamos lidar com Kuvira imediatamente. Eu digo que levemos a luta até ela — declarou com firmeza.

Varrick: Concordo! Precisamos detê-la antes que Baatar descubra algo nas anotações que pegou de mim e construa uma super-arma — interrompeu, gesticulando nervosamente.

Tenzin: Não acredito que atacar seja o melhor movimento neste momento. Acho mais prudente reforçarmos as defesas da Cidade República. Os Dobradores de Ar estão prontos para ajudar com isso.

Izumi cruzou as mãos sobre a mesa e afirmou com serenidade:

Izumi: A Nação do Fogo passou tempo demais travando guerras sem sentido. Recuso-me a arrastar meu país para mais uma, a menos que não haja alternativa. Se as medidas forem apenas defensivas, cederei soldados com satisfação.

Korra: Decidi seguir o conselho da Bara. Se Kuvira vier até aqui, lutaremos — mas não antes disso — concordou.

Shu suspirou, resignado.

Shu: Muito bem, então. Se todos estão dispostos a colaborar numa resistência defensiva, seguiremos com esse plano. Começaremos pela evacuação voluntária da cidade. — Varrick, quero você no meu escritório depois desta reunião.

Escritório de Shu

Shu encontrava-se diante de Asami, Varrick e Hiroshi. Varrick já havia trocado a roupa formal pelo seu traje habitual.

Shu: Obrigado a todos por virem.

Varrick: É bom ser recebido de braços abertos — respondeu com um sorriso animado.

Shu soltou um suspiro cansado.

Shu: Você e Hiroshi estão aqui porque precisamos de todos os gênios disponíveis. E que fique claro: eu apenas concedi perdão pelos crimes de vocês — isso não significa que confio em nenhum dos dois. — Ele olhou diretamente para Hiroshi. — Não posso confiar em alguém depois do que os Igualitários fizeram a esta cidade. Espero que o tempo na prisão tenha lhe mostrado o erro dos seus caminhos... e que agora dê o seu melhor para proteger a cidade, mesmo sob liberdade condicional.

Hiroshi assentiu com expressão séria.

Hiroshi: Prometo que farei o possível para ajudar a defender a Cidade República. Não vou trair esta cidade... nem minha filha novamente.

Varrick colocou os braços ao redor dos dois com um sorriso largo.

Varrick: Pode contar conosco!

Asami, porém, agarrou a mão dele e a torceu, fazendo-o gemer de dor.

Asami: Neste momento, meu pai já fez o suficiente para merecer, ao menos, um mínimo de confiança. Você, não. Se nos trair, eu mesma pedirei ao meu marido que o jogue na cadeia.

Varrick assentiu rapidamente, compreendendo a mensagem. Asami soltou sua mão e saiu do escritório sem olhar para trás.

Floresta Espiritual — Uma semana depois

Ryu guiava sua família e outros visitantes em um passeio pela floresta. Sua mãe transbordava orgulho, enquanto o pai sorria satisfeito por ele finalmente ter conseguido um emprego. O jovem começava o tour quando o grupo foi subitamente atacado por vinhas e capturado.

Ilha do Templo do Ar

Korra se divertia com Naga, usando dobra de terra para criar pequenas colinas que o animal pulava animadamente. Bara observava sentada ao lado, sorrindo discretamente.

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