Bara e a Lótus Vermelha

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Dentro do Laboratório

Bara despertou com um sobressalto ao sentir uma agulha perfurar seu peito. Uma mulher havia injetado algo em seu corpo. Seja lá o que estivesse naquela seringa, agora corria por suas veias. Uma dor de cabeça lancinante tomou conta de sua mente. Ele focou o olhar na mulher e a reconheceu: Seph Sho.

Bara: O que você acabou de me aplicar? O que está acontecendo? — perguntou, confuso.

Seph o encarou com calma, quase serena.

Seph: O futuro está acontecendo, Avatar Bara. E, diferente dos que vieram antes de mim, eu quero que você faça parte dele.

Bara: O quê? — retrucou, tentando compreender. — Você colocou em mim aquilo que o Kou te deu?

Seph: Não conheço ninguém chamado Kou, a não ser pelas matérias de jornal que têm circulado. Um espírito me presenteou com duas coisas importantes — disse, de forma enigmática.

Bara começou a suar, sua respiração ficando pesada e irregular.

Bara: Que coisas?

Seph: A primeira foi uma visão de um mundo como o nosso, mas sem Não-Dobradores. Sabe como era esse mundo? Um lugar de paz. Sem guerras. Sem Sozin. Sem ninguém da linhagem dele. Sem Amon, sem Unalaq, sem Lótus Vermelho. É por isso que estou lutando: para eliminar os Não-Dobradores deste mundo — declarou, fria e determinada.

Bara: Não há garantia de que o que você viu seja real. E mesmo que fosse, aquele mundo nunca teve Não-Dobradores. Este tem. Você pretende construir uma utopia baseada no extermínio de milhões? Os Não-Dobradores não são exatamente uma minoria — disse, irritado.

Seph consultou sua prancheta com indiferença.

Seph: Você está aguentando bem mais tempo acordado do que os outros experimentos.

Bara rosnou, debatendo-se com força.

Bara: Me escuta! Você está fazendo exatamente o que Amon fez — só que no extremo oposto. Você nunca vai conseguir eliminar os Não-Dobradores, assim como não dá para acabar com os Dobradores. Ambos podem ter filhos com ou sem dobra. Avatar Aang é a prova disso: mesmo sendo um dos maiores Dobradores de Ar e o Avatar, seu primogênito nasceu sem nenhuma dobra!

Seph: Você deve desmaiar a qualquer momento — respondeu, afastando-se. — Quando acordar, verá as coisas do meu jeito.

Enquanto a escuridão tomava sua visão, Bara lutava para se soltar, mas seus movimentos ficavam cada vez mais lentos. No canto da sala, Jinora, em forma espiritual, observava tudo em silêncio antes de atravessar a porta.

Com Jinora

Jinora pairava diante da porta, subindo rapidamente até o telhado, discretamente observada por Ling. Seguiu em linha reta por um longo corredor até alcançar uma bifurcação.

Virou à direita e atravessou uma parede, onde três agentes Dai Li estavam posicionados. Passou flutuando acima deles, atravessando novamente para o corredor à frente. Depois, começou a subir até retornar ao início da bifurcação.

Ambos os caminhos estavam abertos. Ela continuou em frente, saindo por uma abertura até alcançar a cidade. Flutuou mais alto, analisando o cenário ao redor, até localizar o telhado onde ela e Opal precisavam estar. Com um suspiro, fechou os olhos e voltou.

Com Hong Li

Hong Li corria por um corredor há algum tempo, desviando de ataques e destruindo pedras lançadas contra ele com seus cabos de metal. Três agentes Dai Li surgiram à sua frente.

Hong Li: Vou ser direto. Saiam do caminho ou eu tiro vocês à força — disse com firmeza.

Os agentes ergueram rochas ameaçadoramente.

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