De Volta à Cidade República

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Em algum lugar no oceano — Zaofu

Zaofu havia sido transferida para o oceano, e os guardas, junto aos dobradores de terra, trabalharam incansavelmente para erguer a terra do fundo do mar e estabilizar a cidade. Assim que concluíram, Pepper e Fang pousaram no telhado, e todos entraram.

A energia estava desligada — o que era esperado, dadas as circunstâncias. O grupo seguiu até o escritório de Su, onde a encontraram junto à família, a Varrick e Zhu Li, esperando.

Opal correu e abraçou a mãe, sorrindo de alívio.

Opal: Estou tão feliz que você está bem!

As duas se separaram, e Su voltou-se para Bara.

Su: Obrigada, Bara. Seu plano funcionou, e meu povo está seguro.

Bara: Não foi só meu plano. Vocês organizaram tudo e aperfeiçoaram cada detalhe. Quanto tempo até tudo voltar a funcionar? — perguntou.

Baatar: Vai dar um pouco de trabalho, mas, felizmente, conseguimos proteger todas as estruturas e máquinas essenciais.

Bara: Ótimo. Então deixamos isso com vocês enquanto seguimos de volta para a Cidade República. Os líderes mundiais precisam ser informados.

Bolin: É, vamos pegar nossas coisas e partir.

Su olhou para Bara.

Su: Cuidaremos de Butakha e garantiremos que ele se recupere.

Bara: Obrigado, Su — respondeu com um leve aceno.

O grupo se dispersou para reunir seus pertences, e Korra acompanhou Bara. Quando estavam longe o suficiente dos outros, ela o deteve.

Korra: Se você não estivesse lá, Zaofu teria sido tomada — disse, com um olhar triste. — Bara, eu não sei o que está acontecendo comigo. Por que não consigo permanecer no Estado Raava?

Bara: Você disse que foi atormentada por imagens do Zaheer e do veneno durante a recuperação — lembrou. — Quando entrou no Estado Raava, viu algo que te tirou de lá?

Korra assentiu lentamente, pensativa.

Korra: Vi meu rosto, da época em que lutei contra Zaheer, sobre o rosto da Kuvira. É o Zaheer... a lembrança. Eu me livrei do veneno, mas ainda não eliminei o bloqueio. Preciso enfrentá-lo, se quiser recuperar meu poder.

Bara: Se é isso que você precisa, vou te levar até a prisão para vê-lo assim que voltarmos — disse com firmeza.

Korra o abraçou.

Korra: Obrigada, Bara. É bom saber que você ainda acredita em mim.

Bara sorriu e balançou a cabeça.

Bara: Eu nunca deixei de acreditar. E nossos amigos também não.

Korra o beijou suavemente e se afastou. Bara ficou observando-a por um instante, sorrindo.

Bara: Senti tanto a falta dela...

Então correu atrás dela.

Templo do Ar — algum tempo depois

Pabu correu até a traseira de Naga e começou a brincar com ela. Naga ergueu o focinho, farejando um cheiro familiar. Ao olhar para o céu, viu Korra acenando alegremente das costas de Fang.

Korra: Naga!

O rabo de Naga balançava com força, e ela correu ao encontro da dona, com Pabu pendurado em suas costas. Fang e Pepper pousaram, e Korra desceu, abraçando seu cão urso polar com carinho.

Dois Avatares?Onde histórias criam vida. Descubra agora