A Escalada

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Em Algum Lugar no Coração do Mundo

Eles começaram a subir lentamente.

Kai: Você acha que podemos confiar que esse caminho é mesmo a nossa única opção? — perguntou ao Dobrador mais velho.

Bara: Kou disse para seguirmos por aqui se quisermos encontrá-lo. De qualquer forma, é isso ou caminhamos para a escuridão. Tentei invocar meu dragão assim que acordamos, mas ele nunca veio — explicou.

Iroh: Faz sentido. Kou disse que gosta de um jogo justo. Provavelmente está bloqueando qualquer tentativa nossa de tornar isso injusto — afirmou.

Kai: Isso explicaria por que Bara não conseguiu se conectar com suas vidas passadas. Normalmente, ele acessa o Mundo Espiritual, certo? Agora que os portais estão abertos, ele poderia simplesmente invocar Fang, sair daqui e talvez encontrar uma maneira de nos libertar.

Iroh assentiu.

Iroh: Sim, mas não sabemos o que aconteceria se o corpo físico dele ficasse aqui enquanto o espírito estivesse lá.

Bara franziu o cenho, pensativo.

Bara: Ainda assim, tudo isso me incomoda. Kou, o Ladrão de Rostos — um espírito que toma o rosto de quem o encara e demonstra emoção... O homem que enfrentamos e aquele Kou são entidades completamente diferentes.

Ele fez uma pausa antes de continuar.

Bara: Se ele vem de Gia, um lugar praticamente desconhecido, então talvez tenha sido muito mais poderoso antes de desafiar meu ancestral. O que mais me preocupa é que nada do que ele disse contradiz o que o Avatar Zagi me contou.

Kai: Sim, mas pelo que você disse, seus ancestrais nunca são diretos. É como se sempre falassem por enigmas — comentou, enxugando o suor da testa.

Iroh: Meu avô faz o mesmo. E ele dizia que seu tio também tinha esse hábito. Segundo ele, é coisa da idade — acrescentou com um leve sorriso.

Nesse momento, a garotinha começou a emitir sons estranhos e apontou para a escuridão. Os três Dobradores se viraram e viram formas se aproximando — espíritos de aparência distorcida.

Eles pareciam sombras vivas, com corpos pequenos, rechonchudos e completamente negros. Seus grandes olhos brancos fitavam o grupo enquanto se moviam de forma fluida e inquietante.

Bara colocou a menina em suas costas.

Bara: Preciso que segure firme em mim e não me solte, entendeu?

A garota enterrou o rosto em suas costas e o agarrou com força.

Bara: Certo, vamos.

Bara dobrou a água do riacho e lançou uma enxurrada sobre os espíritos. Esse foi o sinal para o início do confronto. Eles avançaram em uníssono. Kai lançou rajadas de ar, cortando os espíritos que se desmanchavam em partículas amarelas brilhantes.

Kai: PESSOAL,ELES SE DESFAZEM EM PARTÍCULAS AMARELAS QUANDO OS ATINGIMOS! — gritou. — ISSO É NORMAL?

Bara levantou pedras do chão e as arremessou com precisão, pulverizando os espíritos restantes.

Bara: Espíritos tendem a se dissipar assim quando eu e a Korra usamos a técnica do Unalaq. Acho que isso só confirma o que já suspeitávamos: estamos em um lugar completamente novo.

Iroh disparou chamas contra vários deles, fazendo-os desaparecer.

Iroh: Acho que estamos quase acabando com eles.

E era verdade. Com mais alguns ataques coordenados, os espíritos desapareceram completamente. Quase de imediato, uma porta surgiu diante deles e se abriu sozinha.

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