Laberintos Cerrados

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N/A: Chegamos ao final! Deixei um link para uma playlist no Spotify, na minha bio aqui do Wattpad - ela é uma seleção de músicas que usei como inspiração para escrever essa história e também é a playlist do casamento de Victoria e Arriaga. Escutem sem moderação. O resto dos meus comentários estarão ao final do capítulo. Aproveitem!


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Quando Adriana tirou a venda dos olhos de Victoria e ela se acostumou novamente à luz suave do ambiente, percebeu que estava sentada em uma poltrona no seu quarto, na fazenda Balvanera. Ao redor, formando um círculo de afeto quase sagrado, estavam todas as mulheres que marcaram sua vida com amor e presença: Adriana, Nikki, Liliana, Beatriz, Tomasina e até a pequena Pilar, que dormia em seu bercinho como quem desconhece qualquer preocupação no mundo. O coração de Victoria disparou, e um frio familiar percorreu-lhe o estômago como se antecipasse algo grandioso.

"O que vocês estão fazendo aqui?" perguntou ela, com um sorriso surpreso, os olhos ainda se adaptando à luz "O que está acontecendo?"

Liliana, entre as mulheres, sorriu com doçura. Vestia um delicado vestido amarelo e, só então, Victoria percebeu: todas, com exceção de Adriana e Nikki, estavam impecavelmente arrumadas, como se aguardassem por um evento especial.

"Olhe, Victoria." disse Liliana apontando para a esquerda.

Victoria, ainda atônita, seguiu o gesto com os olhos.

E então ela viu.

Ali, ao lado da penteadeira, repousava, majestoso, o vestido de noiva que ela havia escolhido meses antes. Estava posicionado sobre um manequim como se a esperasse, como se dissesse: "É chegada a hora." E, nesse instante, tudo fez sentido. E as lágrimas não pediram permissão - simplesmente vieram, em torrentes silenciosas e urgentes.

"Eu... Eu não acredito." balbuciou ela, cobrindo o rosto com as mãos, tentando conter a alma que parecia lhe transbordar.

"Sim, super Mami." disse Nikki se aproximando de Victoria e a abraçando pelos ombros com ternura "Bem-vinda ao seu casamento surpresa!"

Victoria não conseguia processar. Era inacreditável. Depois de um mês tão árduo, tão sofrido, ali estava ela: em paz consigo mesma, em paz com José Ángel, e às vésperas de realizar seu maior sonho. Ia se casar com o amor de sua vida.

Dois toques leves soaram na porta. Tomasina a entreabriu e espiou. Ao reconhecer quem era, abriu-a por completo. Candelaria entrou, elegante em um vestido de festa, com os olhos brilhando de alegria. A relação complicada com a família já havia sido curada há algum tempo - e embora Aníbal e ela não tivessem se casado, o clima entre todos era sereno. Aníbal, por sua vez, havia se afastado há muito. Desde antes do nascimento dos gêmeos, mudara-se para a Europa, cortando laços com as filhas por julgar suas escolhas como erros imperdoáveis. Para Victoria, aquilo já não doía: havia aceitado que era melhor assim.

"Ah, que bom que deu certo!" exclamou Candelaria com entusiasmo ao ver Victoria "Eu já estava morrendo de preocupação com a demora."

Victoria não sabia se ria ou se chorava. Aquilo não era só uma surpresa... Era uma conspiração de amor.

Adriana se aproximou, enxugando-lhe as lágrimas com delicadeza.

"Ei, nada de choro, irmã." disse, com a voz embargada "Hoje é um dia feliz."

Mas, apesar das palavras, Adriana também estava profundamente emocionada.

"Fale por você, Adriana." brincou Candelaria, se aproximando. "Eu não posso chorar, pois já estou maquiada!"

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