O encontro entre eles foi agitado, movido por muitos sentimentos, e pouca paciência.
Tudo o que Penélope queria era fazer uma tatuagem, a possível dor ou o fato do lugar escolhido deixar o seu rosto em brasas não eram um problema. O seu maior probl...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Lucius nunca aceitou comemorar o aniversário dele. De início porque realmente não sabia o que era já que os pais dele nunca celebraram a data e ele nem sabia quando acontencia. Mais tarde porque não enxergava sentido nisso, especialmente depois de se lembrar como "passou" os seus primeiros aniversários junto dos pais e os "amigos" dele.
Entretanto, esse ano nós temos uma arma secreta infalível: Dionísia. E é óbvio que usamos isso ao nosso favor, e com a ajuda dela, e do Stephan cantando um elefante incomoda muita gente dia e noite no bar, o Lucius aceitou comemorar o aniversário dele!
Então hoje iríamos passar o dia e a noite com ele, fazer um almoço em família e claro, comemorar com um bolo de noite. Mal podia acreditar nisso. Parecia um sonho muito, muito bom. Achei que morreria sem comemorar o aniversário dele, do Stephan e do Tio Marcus já que o próprio parou de comemorar o dele porque os meninos não celebravam os deles.
— Pronta, estressadinha?? — perguntei para a Penélope assim que ela saiu do prédio e parou ao meu lado, sua expressão ainda sonolenta.
— Não. Estou morrendo de sono. — resmungou.
— Percebi — estiquei as mãos e arrumei a blusa dela toda embolada. Espiei pela bainha da parte debaixo da roupa dela e sorri quando vi que ela usava uma das cuecas da loja da Didi, as que dei pra ela de presente. Penélope ficou tão contente com o presente que eu recebi o abraço mais gostoso da minha vida. Como alguém podia ficar tão feliz assim por causa de cuecas, eu não sei, só sei que ela ficou de bom humor durante dias por causa disso e eu também porque ver ela feliz resultava no mesmo para mim.
— Não acredito que essa mulher deliciosa e inteligente é toda minha — peguei na mão dela e fiz a mesma dar uma giradinha, exibindo seu corpo no mini short saia vermelho que ela disse estar aprendendo a gostar porque Nora comprou e deu de presente para ela e para a Wanda.
— Nossa. Você é aquela miragem de oásis em pleno deserto, e eu estou louco de sede igual aqueles homens perdidos no deserto — beijei o dorso da mão dela.
— Não tenho água para matar a sua sede — Penélope comentou, usando a ponta das unhas para trilhar um caminho do meu antebraço até meu ombro.
— E quem foi que falou de água? Conheço outros meios de matar a minha sede, e tenho certeza de que se eu enfiar a lingua na sua boca e depois o meu rosto entre as suas pernas, estarei satisfeito — pisquei, sorrindo quando ela gargalhou, me abraçando e segurando no meu rosto antes de abaixar a cabeça e unir nossos lábios em um beijo longo e nada delicado.
— Idiota. Anda. Eu prometi chegar cedo para ajudar as meninas a preparar o almoço e o bolo e toda a decoração. — beijou minha bochecha e se afastou, colocando seu capacete e subindo atrás de mim quando ofereci a minha mão como apoio.