O tempo estava fechado, nuvens escuras e carregadas cobriam todo o céu, as gotas caíam e escorriam pelo vidro da janela e o alto som dos trovões inundavam meu quarto, nunca fui fã de tempestades. Eu acho que a energia do Bunker havia acabado, estava tudo escuro e eu estava encolhida sobre minha cama. Levantei vagarosamente e sai do quarto, eu não conseguia enxergar nada, minhas mãos estavam esticadas e meus passos cuidadosos para prevenir que eu tivesse um encontro nada agradável com o chão. Escutei alguns passos e parei, quando estava a poucos passos de mim consegui sentir quem era, Sam.
- O que está acontecendo? - essa era, sem dúvidas, a pergunta que eu mais fazia.
- Acabou a energia - ele chegou mais perto e, mesmo com as sombras inundando o lugar, consegui ver seu rosto.
- Vai demorar para voltar? - perguntei, ele deu de ombros e fez um sinal para mim o seguir.
Ele andava rapidamente e eu tinha que correr para conseguir acompanhá-lo. A nossa frente tinha uma alta porta de madeira, ele girou a maçaneta e abriu-a. Parecia uma sala de jogos, uma mesa de sinuca e coisas assim.
- Sério? - exclamei - O que mais tem aqui?
- Só isso - ele dá de ombros e senta - Eu acho.
Sento ao seu lado e solto um suspiro dramático, a porta se abre e um Dean entra pela mesma.
- Interrompi alguma coisa? - ele pergunta com as sobrancelhas levantadas e um sorriso sarcástico.
- O que? - pergunto confusa e depois que olho para Sam entendo - Não!
Ele dá de ombros e se senta também, mas mais afastado. Eles estão inquietos, fico encarando eles. Caímos em um silêncio desconfortável, e eu continuo olhando paras eles com a minha melhor cara de "o que diabos está acontecendo?", mas eles parecem ignorar.
- O que está acontecendo com vocês? - exclamo e apoio minha cabeça sobre minha mão.
- Nada - responde Dean, falsamente curioso.
- Pensei que já tínhamos passado da fase de não confiarmos um nos outros - suspiro e reviro os olhos - Eu posso muito bem ler os pensamentos do Sam e saber, então desembuchem.
- Sam está louco.
- O que? - exclama o irmão mais novo - Eu não estou louco, só estou dizendo que eu poderia tentar entrar em contato com Lúcifer para saber o que ele quer.
- O que? - agora é minha vez de exclamar.
- Não haja como se fosse uma má ideia - ele resmunga.
- É uma péssima ideia, Sam - Dean levanta as mãos em sinal de desespero.
- Eu irei, não vocês - ele exclama, sua aura preenchia toda a sala num tom profundo de cinza - Você não pode tentar me proteger para sempre Dean!
- Na verdade - ele grita - Eu posso sim.
- Não você não pode - exclama Sam e se levanta, dando alguns passos para a frente, Dean também se levanta - É minha vida, eu posso muito bem cuidar dela sozinho.
- Não é isso que você demonstra.
Vendo que eles já estavam perto de mais, me levanto e coloco minha mão no peito de Dean, o empurrando para trás. Eu não acho que eles iriam brigar fisicamente, mas era melhor acabar por aqui. Sam apenas suspira e deixa seus braços caírem, balança a cabeça de um lado para o outro e saí. Dean abaixa o olhar para mim.
- Não pode tratá-lo como se fosse uma criança para sempre, Dean - digo calmamente - Ele pode muito bem tomar suas próprias decisões sozinho.
- Não - ele franziu o cenho - Não pode, ele vai errar se fazer isso.
- Pare de agir como se você não errasse também - exclamei e o empurrei novamente, aquela atitude idiota estava me irritando.
- Eu já errei tantas vezes e me arrependo de todas, Sarah - ele segura minha mão, impedindo que eu o empurre de novo - Só não quero que ele erre e se arrependa pro resto de sua vida.
- Todos erramos - digo e suspiro - Podemos aprender com os erros. Nos levantar e continuar vivendo.
Ele me encara, eu me perdia nos seus olhos. A luz ainda não havia voltado, nenhum barulho além dos trovões e nossas respirações, suas mãos ainda seguravam as minhas e o seu toque formigava. Estávamos a centímetros de distância, eu sentia sua respiração batendo contra meu rosto e uma vontade enorme de beija-lo. Mas eu não posso... Pro diabo que não posso! Eu posso e vou.
Dou um passo para a frente, acabando com todo o espaço entre nós, mas é ele que toma atitude e me beija. Minhas mãos sobem até seus cabelos e depois descem até seu pescoço, enquanto sua mão fazia uma boa pressão sobre minha cintura. Eu já havia beijado outros caras, é claro, mas nunca tinha sido assim. Foi estranho, foi... Especial.
----------------------------------------------------------
Se eu estou feliz por ter mais de 100 votos? Pergunta pro meu cachorro que escutou eu gritando o dia inteiro.
Sério, estou muitoooooooo feliz com apenas 100 votos :)))
Muito obrigado a quem está votando e gostando da fic <3
Byeee

VOCÊ ESTÁ LENDO
Insanity
FanfictionQual a possibilidade de dizer para as pessoas que você consegue ver auras, ler pensamentos, saber tudo sobre alguém apenas com um toque, ter sonhos que muitas vezes se realizam, ter visões pré-apocalípticas e elas levarem numa boa? Bom, nenhuma. Fan...