Capítulo 17

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O tempo estava fechado, nuvens escuras e carregadas cobriam todo o céu, as gotas caíam e escorriam pelo vidro da janela e o alto som dos trovões inundavam meu quarto, nunca fui fã de tempestades. Eu acho que a energia do Bunker  havia acabado, estava tudo escuro e eu estava encolhida sobre minha cama. Levantei vagarosamente e sai do quarto, eu não conseguia enxergar nada, minhas mãos estavam esticadas e meus passos cuidadosos para prevenir que eu tivesse um encontro nada agradável com o chão. Escutei alguns passos e parei, quando estava a poucos passos de mim consegui sentir quem era, Sam.

- O que está acontecendo? - essa era, sem dúvidas, a pergunta que eu mais fazia.

- Acabou a energia - ele chegou mais perto e, mesmo com as sombras inundando o lugar, consegui ver seu rosto.

- Vai demorar para voltar? - perguntei, ele deu de ombros e fez um sinal para mim o seguir.

Ele andava rapidamente e eu tinha que correr para conseguir acompanhá-lo. A nossa frente tinha uma alta porta de madeira, ele girou a maçaneta e abriu-a. Parecia uma sala de jogos, uma mesa de sinuca e coisas assim.

- Sério? - exclamei - O que mais tem aqui?

- Só isso - ele dá de ombros e senta - Eu acho.

Sento ao seu lado e solto um suspiro dramático, a porta se abre e um Dean entra pela mesma.

- Interrompi alguma coisa? - ele pergunta com as sobrancelhas levantadas e um sorriso sarcástico.

- O que? - pergunto confusa e depois que olho para Sam entendo - Não!

Ele dá de ombros e se senta também, mas mais afastado. Eles estão inquietos, fico encarando eles. Caímos em um silêncio desconfortável, e eu continuo olhando paras eles com a minha melhor cara de "o que diabos está acontecendo?", mas eles parecem ignorar.

- O que está acontecendo com vocês? - exclamo e apoio minha cabeça sobre minha mão.

- Nada - responde Dean, falsamente curioso.

- Pensei que já tínhamos passado da fase de não confiarmos um nos outros - suspiro e reviro os olhos - Eu posso muito bem ler os pensamentos do Sam e saber, então desembuchem.

- Sam está louco.

- O que? - exclama o irmão mais novo - Eu não estou louco, só estou dizendo que eu poderia tentar entrar em contato com Lúcifer para saber o que ele quer.

- O que? - agora é minha vez de exclamar.

- Não haja como se fosse uma má ideia - ele resmunga.

- É uma péssima ideia, Sam - Dean levanta as mãos em sinal de desespero.

- Eu irei, não vocês - ele exclama, sua aura preenchia toda a sala num tom profundo de cinza - Você não pode tentar me proteger para sempre Dean!

- Na verdade - ele grita - Eu posso sim.

- Não você não pode - exclama Sam e se levanta, dando alguns passos para a frente, Dean também se levanta - É minha vida, eu posso muito bem cuidar dela sozinho.

- Não é isso que você demonstra.

Vendo que eles já estavam perto de mais, me levanto e coloco minha mão no peito de Dean, o empurrando para trás. Eu não acho que eles iriam brigar fisicamente, mas era melhor acabar por aqui. Sam apenas suspira e deixa seus braços caírem, balança a cabeça de um lado para o outro e saí. Dean abaixa o olhar para mim.

- Não pode tratá-lo como se fosse uma criança para sempre, Dean - digo calmamente - Ele pode muito bem tomar suas próprias decisões sozinho.

- Não - ele franziu o cenho - Não pode, ele vai errar se fazer isso.

- Pare de agir como se você não errasse também - exclamei e o empurrei novamente, aquela atitude idiota estava me irritando.

- Eu já errei tantas vezes e me arrependo de todas, Sarah - ele segura minha mão, impedindo que eu o empurre de novo - Só não quero que ele erre e se arrependa pro resto de sua vida.

- Todos erramos - digo e suspiro - Podemos aprender com os erros. Nos levantar e continuar vivendo.

Ele me encara, eu me perdia nos seus olhos. A luz ainda não havia voltado, nenhum barulho além dos trovões e nossas respirações, suas mãos ainda seguravam as minhas e o seu toque formigava. Estávamos a centímetros de distância, eu sentia sua respiração batendo contra meu rosto e uma vontade enorme de beija-lo. Mas eu não posso... Pro diabo que não posso! Eu posso e vou.

Dou um passo para a frente, acabando com todo o espaço entre nós, mas é ele que toma atitude e me beija. Minhas mãos sobem até seus cabelos e depois descem até seu pescoço, enquanto sua mão fazia uma boa pressão sobre minha cintura. Eu já havia beijado outros caras, é claro, mas nunca tinha sido assim. Foi estranho, foi... Especial.


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Se eu estou feliz por ter mais de 100 votos? Pergunta pro meu cachorro que escutou eu gritando o dia inteiro.

Sério, estou muitoooooooo feliz com apenas 100 votos :)))

Muito obrigado a quem está votando e gostando da fic <3

Byeee


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