Praia, Sombra e Água Fresca!

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Nadia estava realmente precisando de férias, nunca tinha tirado férias analisando friamente.

Claro, passeava com os pais, quando era pequena, mas, eles decidiam tudo, ela mesmo nunca tinha feito isso.

Quando foi solta por Rafael de sua prisão com os sonolentos,  procurou sua mãe Ana, que a recebeu sem uma pergunta, como um milagre!

Teve sua filha Helena e tentou recomeçar a vida sozinha desastradamente, passou por um período louco e quando viu que não teria paz até se vingar, ai mesmo que não teve mais sossego.

Ali, deitada sob o sol escaldante daquela praia maravilhosa, não tinha duvidas de que finalmente estava descansando, curtindo a vida antes de tomar sua decisão.

Antes de ir ou não procurar Rafael.

_ Posso te passar protetor gata ?

Um jovem surfista, de seus dezesseis anos falou isso, era bonito, cabelos e pele queimados de sol, usava apenas um bermudão e um belo sorriso.

Nadia ficou presa incomunicável dos treze aos dezoito,  não conseguia ainda se sentir a vontade no meio dos "adultos" como ela dizia. Se relacionar com esse garoto era bom.

Era um amor de verão.

_ Claro Paul, vou adorar meu meninão.

_ Sabe que não gosto que me chame assim.

Nadia riu.

_ Senta aqui do meu lado.

Ele sentou-se na areia, ao lado dela.

_ Você é meu doce, meu amor, fica chateado comigo não.

Ele riu, e foi abrindo a bolsa de praia de Nadia

_ Ei !

Ele parou assustado, olhando para ela.

_ O que eu falei sobre mexer nas minhas coisas ?

_ Eu queria pegar o protetor.

_ Você me ofereceu e não tem um ?

_ Não.

Nadia riu para si mesma, ele era uma graça, mas muito simples, de certo modo, lembrava seu pai.

_ Porque ao invés de de passar protetor você não chama seus amigos e vamos embora?

_ Você quer ir embora ?

_ Quero, quero ir para sua casa, aproveitar que seus pais estão viajando. Quero fazer na sua cama, no seu quarto.

_ Legal !

Nadia se levanta.

_ Vou procurar um banheiro, a viagem é longa, vai guardando suas coisas.

_ Porque não faz na água ?

_ Porque eu sou muito bem educada meu amor.

Nadia levanta e lhe dá um beijo na boca, ele sai correndo para os amigos, enquanto ela sai da praia e sobe uma pequena rua onde belas casas dão vista para o mar,.

A rua está quase vazia, ela anda beirando o muro, em frente as casas e, antes que alguém veja, pula o pequeno muro de uma com facilidade.

A porta da cozinha está aberta, ela entra. No deck um homem de seus quarenta anos bebe uísque sozinho numa espreguiçadeira, olhando o mar, Nadia chega por trás dele, tira a arma de sua bolsa e diz baixinho em seu ouvido :

ImperatrixOnde histórias criam vida. Descubra agora