Bastidores de um jantar II

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José era uma boa pessoa, seria ele alguém a entregar o livro?

Peter refletia sobre isso enquanto continuava seu trabalho preparando o jantar, tinha pensado várias vezes sobre isso nos últimos meses. 

Havia sondado sobre ele, era o único que desafiava abertamente a Mãe e a Sacerdotisa, seria um bom aliado? 

Todas as entradas estavam prontas, verificou os pedidos, somente alguns não estavam no cardápio, mas tinham todo o necessário para prepará-los, o trabalho ainda estava longe de acabar, como gostava disso, o preparo era talvez melhor do que a comida em si. 

Sentia que isso não o deixava pensar na morte de Idda.

Cortou rapidamente a garganta de uma jovem assustada que estava presa na mesa e deixou o sangue escorrer em uma bacia, precisaria dele para um dos pratos que faria com ela. pelo menos ela estava tendo uma morte suave, de repente se lembrou do peleiro, e de Cordial.

Peter e o Chefe chegaram no centro do Rio quase na hora marcada, apenas cinco minutos de atraso, encontraram o local, um restaurante, fechado. Era uma tarde quente do Rio.

_ Chegamos tarde?

_ Com licença, esse local estava aberto agora agora a pouco?

O chefe pergunta isso a um homem que trabalha numa loja, ao lado. Num português bem razoável.

_ Está fechado desde cedo, vazamento de gás. Uma pena, adoro almoçar ai. Mas bate ai na porta, acho que tem gente dentro.

O chefe agradeceu, bateram na porta de ferro, um portinhola foi aberta e os dois entraram. Um homem bem mais velho que eles, de mãos firmes e largo sorriso os recebeu.

_ Muito bom encontrá-los, deveria tê-los recebido na porta, mas está calor lá fora.

O ar condicionado está ligado, e o ambiente está numa temperatura bem mais agradável do que o calor de 40 graus que fazia ao sol.

_ Nós entendemos Sr...

_ Cordial, podem me chamar assim.

Os dois se olharam.

_ Sr. Cordial, nós...

_ Eu sei, eu sei. Isso pode esperar. Venham comigo.

Os três seguiram até a cozinha do restaurante, um homem estava sentado no meio da cozinha.

_ Jeferson, esses senhores são Peter e o Chefe, cumprimente-os.

O homem olha para os dois, o olhar perdido.

_ Boa tarde Sr. Peter, boa tarde Sr.Chefe.

_ Isso que eu falo! Muito bom sermos educados e cordiais não é? Onde você guarda seus melhores vinhos?

_ Ali Senhor.

Ele apontou um discreto armário, Cordial foi até lá, abriu, escolheu e retirou uma garrafa de vinho e, mostrando aos dois disse:

_ Chefe, acredito que esse deve ir bem com a carne de nosso convidado.

_ Como assim?

_ Vocês dois queriam um encontro comigo, precisam de um favor, qual a melhor maneira de conversarmos do que com um almoço? E como sei da preferência de vocês, consegui fechar esse lugar, e arranjar a carne.

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