Falsas Esperanças

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Nadia é levada da cadeira do dentista e deixada em um quarto com duas mulheres.

 Elas lhe dão um banho, limpam suas feridas e lhe dão roupas novas. 

Uma dela, Tabata, é muito simpática, tenta ajudar Nadia no que pode, mesmo a outra insistindo que ela não deve falar com a prisioneira.

Está fraca demais para tentar uma fuga, tem guardas na porta e está algemada.

Ao final um dos guardas entra, expulsa as duas mulheres do quarto e lhe aplica uma injeção e tira as suas algemas, ela fica consciente, mas não consegue mexer o corpo.

Regly entra, olha para Nadia, senta-se na beira da cama e fala:

_ Valeu a pena Nadia?

Ele se levanta e tira a gravata, a dobra e coloca sobre a mesa, depois retira o paletó com cuidado e o coloca na cadeira.

_ Não existe saída Nadia, conforme-se, quando perguntarem o que você sabe, conte. Sua vida acabou. Esses dias não são nem o inicio do que você vai passar.

Ele tira a camisa devagar, e a coloca dobrada sobre a mesa, depois os sapatos, as meias... Ele não tem pressa nenhuma.

_ Hoje vai ser diferente, ninguém mais te toca, tirei o dia pra mim. Hoje você vai ser meu prêmio.

Quando finalmente está nu, sobe em cima de Nadia e beija-lhe a boca com vontade. Depois começa a desabotoar seu vestido, bem devagar, com tempo, sem nenhuma pressa.

_ Vou ser o primeiro a ver todas as suas tatuagens?

Ele beija-lhe os seios, os morde, fica um tempo neles, depois continua a tirar-lhe a roupa.

_ Não se preocupe, temos tempo, o tempo que eu quiser, o dia que eu escolher, hoje e para o resto da sua vida, você é minha.

Uma lagrima escorre pelos olhos de Nadia, acompanhada de outra. Tenta levar a mente para longe dali.


Ela sobe aquela estrada de terra deserta, que subiu a tantos anos atras. O cheiro das plantações de abacaxi ainda vem com o vento. Dessa vez presta atenção no barulho da cachoeira, quantas vezes nadou com Helena e Valentina naquela água?

Poderia ter alugado um carro e ido pela estrada nova, mas não seria a mesma coisa. Sabe que pode ser a ultima vez que faz esse caminho.

Chega a casa, encontra Mariana esperando na varanda, e senta ao lado dela.

_ Não quer guardar as coisas primeiro ?

_ Não.

_ Pensou bem sobre isso Nadia ?

_ Já, é a unica forma, não posso contar nada se for pega. Não é só minha vida, é a de vocês, a da Mãe, da sacerdotisa, e, especialmente, da minha Helena e da nossa Valentina.

_ Nossa Helena também Mariana, me sinto tão mãe dela quanto da Valentina.

_ Claro amiga, são nossas filhas. Elas se acham irmãs. Aonde elas estão?

_ Melhor você não saber Nádia. A sua mãe já está com elas em um local seguro. Eu também preferi não saber. Nem sei se Rafael sabe.

_ Estamos adiando Mari.

Mariana respira fundo.

_ Rafael está bem com isso ?

ImperatrixOnde histórias criam vida. Descubra agora