Vinganças e Traições

19 5 0
                                        


Nadia se levanta da cama, não se importa de andar nua, até gosta. Foram muitos anos presa com a roupa apertada de uma sonolenta.

Se levanta e olha pela janela do avião. Ainda tem mais ou menos uma 10 horas de viagem pela frente, se vira e vê o homem extremante obeso deitado nu sobre a cama, ele ronca por causa da posição.

_ Como é que eu cheguei a esse ponto?


Algumas horas atrás.

São Francisco, maio de 1991.

_ Entendeu Nadia?

_ Claro Marvim. Roubar o cofre no escritorio do oitavo andar.

_ Estudou tudo, tem um plano?

_ Tenho.

_ Aqui está sua arma, lembre que ela atira tinta. Isso é só uma simulação de segurança. Se conseguir roubar o cofre traga para mim, vou te esperar aqui no carro. Os seguranças também tem arma de tinta.

_ Não fica meio falso, eles sabendo que vão ser atacados?

_ Não, eles não sabem, de vez em quanto essas simulações acontecem, nunca sabem o que é. E mesmo assim estão mais atentos, se você conseguir roubar é que a segurança é falha mesmo.

_ Ok.

_ E não fica encucada se for pega. O sistema é muito bom.

_ Obrigada por tudo, suas lições foram geniais, adorei as aulas e a cidade, se um dia for morar nos EUA, vou vir para cá.

Nadia se despede e deixou o carro. Marvim gritou da janela para ela voltar, parecia nervoso.

_ O que foi?

_ Só tenha cuidado. Nunca se sabe o que pode dar errado.

Nadia sorriu. Adorou essa parte do treinamento, Rafael treinou ela em roubo e espionagem, e completou seu treinamento com Marvim, alguém que Rafael confiava, e muito.

Foi para São Francisco, ficou por lá dois meses com ele. Foram roubos, invasões, as vezes os dois escalavam um prédio e ficavam vendo a cidade a noite.

Adorou esse tempo. Foi uma das melhores partes do seu treinamento.

A prova final era uma invasão falsa, era um teste de segurança. 

Marvim disse que dois Occisor já tinham tentado e falhado mas o dono queria outro teste. Levantaram as plantas, e Nadia bolou um plano sozinha. A ideia era entrar e sair sem ser vista.

Muitos roubos feitos por Occisor eram roubos que não poderiam ser comunicados as autoridades. Por isso mortes deveriam ser evitadas sempre.

Como era apenas um teste. Ia entrar armada com pistola de tinta, um tiro e teria de parar. Significa que foi pega. Não queria isso, agora tinha uma fama a zelar.

Matou Iema e Santalum, pelo menos era o que todos achavam. Seu nome começava a impor respeito.

Escalou o Prédio ao lado com facilidade, do decimo quinto andar passou ao prédio alvo se balançando por uma corda presa a escada de emergência.

Entrar foi fácil, não haviam alarmes na janela do nono andar, por onde entrou. Em alguns minutos todos os alarmes dentro do prédio, no caminho até a sala do andar debaixo foram desativados por ela com habilidade, se esquivava das câmeras com facilidade.

O que deu trabalho foi o cofre, mesmo assim, foram apenas seis minutos de tensão e o cofre abriu. Retirou um pequeno pacote e o colocou em sua bolsa. O momento mais tenso foi a saída, jura que ouviu os seguranças se amontoando na porta, mas foi impressão, saiu com facilidade do prédio comercial, havia uma grande burocracia para entrar, a saída era meia descontrolada.

ImperatrixOnde histórias criam vida. Descubra agora