O Falsificador, a Recrutadora e a União das duas Ordens

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O dia estava ameno, seria um bom dia para levar os aprendizes para a forja, mas não estava com vontade. Pediu para ficar sozinho, ia fazer um outro trabalho, um que seus atuais aprendizes já dominavam, um que ele tinha prazer em fazer sozinho.

Pos a tinta sobre a mesa, preparou o pergaminho e começou seu trabalho. Parou quando a noite já avançava. Não sabia quantas horas havia posto no documento. 

Cinco horas.. Percebeu assustado quando olhou o relógio na parede do corredor

Mas havia válido a pena. Um trabalho primoroso. Seria quase impossível depois de mais alguns processos diferencia-lo de um documento de época.

Foi a porta da casa, aquele pequeno sítio era o sonho de uma vida, a casa grande, a forja, a oficina, o ateliê... Não teria construído tudo sozinho, não mesmo. A Ordem negra lhe proporcionou muito nos últimos anos.

uma mulher de vinte anos veio a seu encontro, cabeça baixa, trazia um flagelo em suas mãos.

_Grande trabalho Madalena, tem peso, foi envelhecido corretamente, muito bom.

_Obrigado sr. Henriques, eu gostaria muito que ficasse com o Sr. sei que aprecia esse tipo de trabalho.

Ele pegou o flagelo e agradeceu. Qualquer senhor feudal ficaria feliz com ele. Poderia descarnar as costas de um servo sem esforços, mas não o faria morrer, uma peça de um mundo bárbaro. Entregou o pergaminho para que ela o levasse ao envelhecimento, sorriu para si quando notou o quanto a menina estava abismada com o trabalho.

_ Você seria capaz de fazê-lo.

Ela riu

_ Nunca... Nem em um milhão de anos.

_ Vocês três tem as técnicas. Lhes falta prática. Porquê não tentam reproduzir esse documento? Será um bom exercício.

Ela assentiu com a cabeça. Ele a dispensou. Antes de ir Madalena perguntou :

_ Não vai revisar meus exercicios?

Ele sorriu, era verdade, tinha prometido. Foi com ela ao atêlier, passou mais de quarenta minutos analisando quatro quadros, de pintores diferentes, que Madalena havia reproduzido perfeitamente, ninguem, nenhum especialista, poderia dizer a diferença, mas ele conhecia Madalena.

_ Venha até aqui Madalena.

Pelo seu tom de voz, madalena abaixou a cabeça.

_ O que eu digo a vocês, que devem fazer em primeiro lugar?

_ Estudar toda a obra que vamos falsifi... Reproduzir Sr. Henriques, A ponto de que ninguem diferencie. Faremos isso desde um quadro a uma escultura, até mesmo em uma peça Banal de autor desconhecido.

_ Exato, dai vem o mais importante, onde os de nossa profissão são sempre pegos.

Madalena corou, ele havia percebido.

_ O Ego Madalena, você assinou a obra, um pequeno baixo relevo, imperceptivel, um M estilizado, algo que passaria como imperfeição do quadro, mas está lá, em todos os quadros.

Ele retirou oFlagelo, o segurando com força em direção de Madalena, ela se encolheu, mas mordeu o labio inferior.

_ Até nesse presente Madalena, você colocou sua assinatura, tudo bem, é um presente, mas é uma forma de se identificar. Eu devia lhe aplicar dez ou quinze açoites desse flagelo em suas costas nuas como castigo, está me escutando Madalena?

ImperatrixHistórias para pegar e não largar. Descubra agora