POV Camila Cabello
Já se fazia uma semana desde que eu tinha dito para Lauren que ela era anormal, e desde então eu não tenho conseguido dormir direito. Mal ando falando com meu pai e tenho ignorado todas as chamadas de Normani, assim como evitava ao máximo Ariana e Ally. Eu não queria ficar sozinha, mas também não queria companhia se não fosse a de Lauren.
Eu sabia que tinha sido muito cruel com ela, e aquilo me atormentava. Mas, eu sabia como Lauren era orgulhosa e que quando colocava algo na cabeça não havia quem tirasse. Então, eu tinha que magoá-la para que ela não viesse atrás de mim. Porque eu sabia que se ela viesse atrás de mim, na primeira oportunidade que eu tivesse eu iria abraçá-la e lhe dizer que eu queria ficar com ela pra sempre. E era verdade...
Eu estava jogada no sofá, olhando para a televisão, mas não prestando atenção em porcaria nenhuma, quando meu celular tocou. Olhei o visor e suspirei. Daquela ali não dava pra fugir.
— Mi hija! — ouvi a voz da minha mãe do outro lado da linha.
— Oi, mãe — respondi. Pelo que me parecia, meu pai não tinha falado com ela sobre o incidente com Lauren, pois ela não tinha comentado nada comigo, e se bem conheço minha mãe, ela iria puxar o assunto para saber o que estava acontecendo. Não para brigar ou coisa do tipo, mas porque ela gostava de saber o que acontecia comigo, e ao contrário do meu pai, ela achava que eu merecia independência.
— Filha, quero que você venha almoçar conosco hoje.
— Papai está aí? — perguntei.
— Sim, mas...
— Não quero — falei, simplesmente, a interrompendo.
— Hija, eu não sei o que aconteceu entre você e seu pai, mas sou eu que estou te chamando pra almoçar, então, esteja aqui às 12:00, ok?
— Mas, mãe... — tentei argumentar, mas sabia que não tinha como. Viver com um advogado fizera minha mãe ser menos maleável que meu pai.
— Meio-dia. Convide um amigo, uma amiga — ela disse. — Chame a Normani, a Nana, a Ally, mas venha.
— Ok... — me dei por vencida.
Olhei para o relógio no criado mudo ao lado da minha cama e suspirei. Já eram 11h30. Se eu me atrasasse, minha mãe provavelmente me daria um tapa na cara. Olhei-me mais uma vez no espelho, e, sem ânimo algum, saí pela porta de casa, na direção da minha garagem.
Quando o relógio bateu 11:59, eu já estava na frente da minha casa. Um carro estranho estava ali, um tanto velho e simples demais para ser um carro de um dos clientes do meu pai, mas não fiquei observando muito. Podia ser um jardineiro ou sei lá. Identifiquei-me no portão e recebi sorrisos calorosos dos empregados que ali estavam. Tentei devolver os sorrisos na mesma intensidade, mas acho que não deu muito certo.
Estacionei o meu carro atrás do Mercedes do meu pai e desci. Eu mal tinha me arrumado para aquela ocasião. Estava usando uma calça jeans e uma regata branca, assim como meus All Stars de cano alto. Fui passando pelo jardim e entrando dentro de casa. A empregada da casa me lançou um sorriso tão caloroso quanto os outros que eu havia recebido. Eu me permiti abraçá-la. Era bom estar em casa, de certa forma.
Vi que a porta do escritório do meu pai estava entreaberta, mas não me dei ao trabalho de olhar lá dentro.
Eu estava preparada para ignorar aquela parte da casa e ir para a cozinha, quando senti duas mãos agarrarem minhas pernas por trás e me puxarem para cima. Gritei com a surpresa e me senti ser colocada no ombro de alguém e rodada pela sala. Olhei melhor e vi aquele sorriso lindo que eu tanto sentia falta.
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All or Nothing
Romance[CONCLUÍDA] Lauren é veterana do curso de medicina de uma faculdade conceituada, que faz tudo para manter suas notas mais altas possível para manter sua bolsa de estudos, enquanto Camila acaba de iniciar seu primeiro ano, com uma faculdade sendo tot...
