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Minha cabeça doía cruelmente e só intensificou quando fitei diretamente a luz do cômodo, fechei meus olhos novamente e virei para o lado, mas o movimente só me fez grunhi de dor.

- Ei ei - Ouço a voz de minha mãe e tento abrir meus olhos novamente - Não vira para esse lado, vem cá.

Sua suave mão me guia para o outro lado e agora conseguia fitar seu rosto e meu coração se apertou na hora, seu rosto estava pálido e seus olhos vermelhos de tanto chorar.

- Água - Digo com a boca seca e ela levanta rapidamente.

- Oh é claro meu amor - Sua mão tremia enquanto ela colocava água no copo.

Fito o quarto de hospital que estava e não tinha ninguém ali além de nós duas e de repente tudo o que aconteceu passa pela minha mente e me lembro de porque doeu tanto ao me virar.

- Mãe - Minha voz era trêmula e lágrimas escorriam livremente pelo meu rosto - O que aconteceu? Cadê todo mundo? Aconteceu algo com eles?

Meu coração parecia pronto para explodir e a ansiedade me fez pensar em mil hipóteses, uma pior que a outra. Onde estava minha família e Derek? Oh Deus! Onde estava Charlotte?!

- Calma. Calma - Minha mãe me ajuda a sentar e me fita com um sorriso - Tive que os fazer sair um pouco, eles estavam sufocando você.

- E Charlotte? - Pergunto preocupada e ela abre um sorriso ainda mais largo.

- Amy está com ela, não se preocupe - Sua mão acaricia meu cabelo e algumas lágrimas escapam dos seus lindos olhos verdes - Agora você sabe o que é ser mãe e como é se preocupar com os filhos. Você sabe o quanto fiquei preocupada com você quando seu pai me ligou?! Eu não sei o que seria de mim sem você na minha vida, sem meus filhos. Não sei se aguentaria.

- Desculpa mãe. - Minha petição sai como um sussurro, mas sabia que ela tinha escutado, suas mãos me trazem com cuidado para mais perto de seu corpo.

- Está tudo bem agora - Ela diz calmamente no meu ouvido.

- Lia! - Hugo é o primeiro a entrar no quarto e os demais entram em seguida. Minha mãe quase não teve tempo de sair do caminho e Hugo me abraça - Perdoa.

Sua palavra soou tão baixo que quase não escutei, não sabia o motivo de seu pedido, mas ele parecia angustiado.

- Você se distraiu por minha causa - Sua voz sai no mesmo tom novamente, mas dessa vez me esforço para escuta-lo.

- Não seja besta - Digo baixinho e ele ri - Eu estou bem, não se preocupe.

- Hugo, por favor. - Meu pai diz e fito aquela pessoa alta que tinha o rosto molhado por causa das lágrimas - Estou tão feliz por ver seus olhos brilhantes novamente.

- São iguais aos seus, pai - Sorrio e ele me abraça com cuidado também.

- Eu te amo muito minha pequena - Sua mão acaricia meu cabelo igual minha mãe tinha feito e agradeci por ter meus pais.

Sabia que aconteceria, mas nem por isso achava que seria fácil não ver o rosto do homem que eu amava no meio de todos ali e cada um sabia exatamente o que se passava por minha cabeça, mas foi Hugo que começou a falar.

- Peter está resolvendo o caso dele - Hugo suspira e senta perto de mim - Já levou tudo que tinha para ajudar Derek, temos que esperar a audiência.

- Acha que vai ser o suficiente? - Pergunto enquanto fitava a janela, o tempo parecia estar feio hoje, muitas nuvens cinzentas.

- É uma cidade pequena e tio Kyle fez o favor de ameaça-los por não ter policiais competentes, por seus policiais corruptos - Ele dá de ombros - Ou eles aliviam a barra para o lado de Derek ou ele fica na cadeia por anos.

Hello Doc.  • Concluída •Onde histórias criam vida. Descubra agora